MITOS
E PRECONCEITOS SOBRE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Apesar
de a luta não ser nova, ainda vivenciamos preconceitos e discriminações,
principalmente pelos significativamente diferentes de forma a afetar até seus
direitos como cidadãos, ou o próprio direito a vida. Muitas das vezes acarretam
até sequelas psicológicas e deixam marcas que poderão acompanhar a pessoa com
deficiência pela vida a fora.
Contudo
a colocação da autora do texto Ligia Assumpção Amaral, vislumbra um raio de luz
prenunciando a possibilidade de mudanças. Diz a autora:
“... Pode se pensar a anormalidade
de forma inovadora:
não mais e somente como
patologia...mas como
expressão da diversidade da
natureza
e da condição humana...”
Como
professores, na convivência, no dia a dia escolar, cabe-nos abrir caminhos,
derrubar barreiras e incentivar as potencialidades individuais, mudando o modo
de ver a criança com deficiência. Derrubando mitos alimentados pela sociedade
desde sempre.
A
autora fala de crocodilos nomeando-os de: “ preconceitos” que como a própria
palavra diz: é um pré- conceito alimentado pela ignorância, pela falta de
conhecimento. O “ estereótipo “ que a generalização do deficiente; se um é
incapaz todos os são. E ainda nomeando crocodilos, o “ estigma”, as marcas
delegadas pela “ generalização indevida, quando rotulamos as pessoas com
deficiência como “ ineficientes globais. Esse é um mito que alimentamos e
podemos propagar no ambiente escolar.
Quanto
ao “contagio osmótico” e as “barreiras atitudinais” dizem respeito ao conceito
pré-formulado, creio mais individual, tendo bastante a ver com a discriminação.
Acredito
que a maneira que nós a maioria das pessoas, temos de amenizar aquele
“incomodo” sentido no convívio em sala de aula é de super proteger vendo no
deficiente “coitadinho”.
A
verdade é que enterrar a cabeça na areia como o avestruz não acrescenta conhecimento
em nada para auxiliar ao significativamente diferente, no caso : no convívio
escolar.
Como
educadores a ideia que o deficiente é incapaz, deve ser erradicada, nos
adequando a diversidade, derrubando preconceitos a fim de proporcionar
igualdade integração e aprendizagem, sabendo que cada sujeito tem suas
peculiaridades e que a criança com deficiência pode e deve ser olhada como
sendo apenas diferente num universo de igualdade.
A
história da autora que é deficiente, nos mostra ser perfeitamente possível a
inclusão escolar, buscando-se as devidas adequações e, acima de tudo, o
professor deve promover a integração encontrando maneiras de trabalhar com cada
um, mas que isso seja olhado com naturalidade para que a inserção se dê de
forma que a criança se sinta aceita como ela é. Exemplo excelente é a história
da autora; ela se sentia respeitada e amada ocupando o seu lugar que lhe era de
direito, no pedacinho de universo que é a escola. Ela ocupava o seu lugar. Não
era discriminada pela sua condição física.
“...Que
esta reflexão possa levar a eventuais questionamentos sobre o
saber e o fazer
que adquirem vida e plasticidade no cotidiano do contexto educacional.”
REFERÊNCIA:
AMARAL,
Ligia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas,
preconceitos e superação. In: AQUINO,
Julio Groppa (org.). Diferenças e
preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus,
1998.
https://www.youtube.com/watch?v=V2ejcpp7ibg
(Quem é o verdadeiro deficiente?)
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