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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O olhar da sociedade sobre a infância

                        

          Como complemento de minha postagem :" O olhar da sociedade sobre a infância na contemporaneidade", trago a afirmação de SARMENTO que estamos em tempos de  mudanças sociais no dia a  dia  no contexto familiar, escolar e espaço público, contrariando a visão da " morte da infância ".
          Para SARMENTO, na atualidade, estão ocorrendo modificações no modo de ser da infância, na heterogeneidade e na representação social. 
          A criança hoje assume novos papéis face também  as mudanças que ocorrem, por isso conhece-las em sua complexidade como um todo é papel da " sociedade adulta"para se buscar implementação de ações sociais e políticas dirigidas a promover e garantir à criança direito de inserção como cidadãos ativos a sociedade e que deixem de, como na Idade média de serem " considerados meros seres biológicos, sem estatuto social, nem autonomia existencial", mas como cidadãos ativos onde possam partilhar do mesmo lugar na sociedade.

EROTIZAÇÃO INFANTIL


                                           
   
     Revendo a postagem as Mídias e a erotização infantil, percebi o quanto esse processo foi crescente, o quanto o bombardeio dos meios de comunicação tem avançado e alcançado nossas crianças.


                               "...infâncias estão sendo definidas por formulações estéticas concebidas nas grandes                                                  corporações que ditam regras, comportamentos  e modelos do que deve ser segui-do ou não." 

                                                                                                                                                      BORGES,  CUNHA, P.103
                                   


"...imagens ensinam nosso olhar e estes artefatos visuais contribuem para que crianças...
constituam seus modos de ver, ser, ler, elaborar imagens, perspectivas, de pensar, de fabular."

BORGES, CUNHA, P. 101  

                                                                                        

        CUNHA (2005)  díz: "estas formas de ensinar são visíveis em  suas materialidades    ostensivamente exposta  e oculta aquilo que elas ensinam no (in) visível: significados, valores, inclusões e exclusões, desigualdades sociais e relações do poder.
         As mídias apresentam modelos de ser e pensar e induzem as crianças a seguirem padrões de uma sociedade líquida onde sentimentos e relacionamentos deixaram de ter valor.
        A infância já não é feita de brincar, sonhar, de fadas e super heróis, mas de escolhas que até então, faziam parte do universo adulto.
        Penso que a criança deveria ser e viver a plenitude da infância: crescer e florescer.

Referências:

BORGES, Camila Bettim, CUNHA, Suzana Rangel Vieira.Retratos de uma Infância Contemporânea: os bebês nos  artefatos visuais.p.103