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domingo, 18 de dezembro de 2016



       Os lugares de memória como laboratórios de aprendizagem em Estudos Sociais

Com o advento da fotografia ampliou-se a possibilidade de rememorar e comprovar os acontecimentos. É um modo de se ter ao nosso alcance a memória do passado e suas modificações, os álbuns familiares expressam e documentam a realidade social vivenciada.
Podemos compreender melhor o mundo em que vivemos e o que somos e transformando “a fotografia em “ testemunho por excelência da evolução do tempo.”TURAZZI( 1995,P.31)

As fotografias são documentos, memórias vivenciadas, que carregam em sí histórias de vida, “referências de nossa história”

A fotografia captura situações, sentimentos e rememoramos no presente o momento passado.
As histórias passam , as pessoas partem, e o contexto vivenciado no momento se modifica; a fotografia perpetua a memória documentando-a.

Através da fotografia podemos recriar momentos e lembranças. “Fotografia é memória.”

A memória organizada por fotos é porta para aprendizado pois carrega em sí não só imagens, suas histórias cronologicamente documentada como exemplificado através das fotos que mostra o contexto social dessa família.   

REFERÊNCIAS:

FELIZARDO, Adair;SAMAIN, Etienne. A fotografia como objeto e recurso de memória. Discursos fotográficos. Londrina, v.3,p.205-220,2007.
 

  Trabalhando história com crianças



Para contar a história do brincar é preciso sobrevoar o passado; então propus aos meus alunos criar uma linha do tempo familiar. Pedi que fizessem entrevistas com as pessoas da família e vizinhos, anotando a idade do entrevistado e o tipo de brincadeiras que usava na infância.

Surgiram tantas sugestões que fiquei até surpresa ao ouvir sobre brinquedos que estavam esquecidos. Foram lembrados : cantigas de roda, dados, bolas de gude, vai e vem, bonecas de espiga de milho, as comidinhas, as casinhas pega varetas, iô-iô, e um especial que meu avô brincava a 90 anos com os amigos quando era pequeno. O nome do jogo era “ Qnep” e era jogado na rua com grãos de feijão, que hoje se chama olho de cabra. Os meninos jogavam o feijão e tinham que alcançar o buraco para fazer o ponto.  Assim o que não conseguia acertar o buraco passava o grão de feijão ao outro. Ganhava o que mais feijões conquistava a cada rodada.

Para iniciar o trabalho lemos um poema de Christiane Martinatti  Maia, para que a ideia do trabalho fosse perfeitamente compreendida.

“ Meu avô brincava de carrinho...

Carrinho construído com pedaços de madeira!

Minha avó brincava de boneca...

boneca  feita de pano!

Meu pai brincava de carrinho...

Carrinho de lomba!

Minha mãe brincava de boneca...

boneca de louça!

Minha irmã brincava de boneca...

Boneca Barbie!

E eu, com o que brinquei?

Não brincava só de boneca, não!...

Brincava com os soldadinhos, jogos de botão,

bolas de gude, pega-ladrão!

Com meu primo Iuri.

E o meu primo Iuri?

brincava  com minhas bonecas,

meus brinquedos...

Vivíamos  tentando misturar,

 realidade e ilusão !”

Assim ressaltamos a importância da história e o quanto é importante retornarmos ao passado, resgatar as raízes que, muitas vezes ficam esquecidas, atreladas ao fundo do mesmo. O mais interessante foram as discussões sobre as mudanças ao longo dos anos e a descoberta que, os brinquedos sempre fizeram parte das infâncias. Descobrimos que, como num carrossel, o brincar “girou” mas pode ser resgatado e adaptado aos dias de hoje.

O texto de Hilary Cooper permitiu trabalhar “eventos sequenciais ao longo do tempo...” o que, “dizem sobre as formas de vida no passado”... “ e vemos como as coisas eram diferentes...” desenvolver a observação sobre usos e costumes, as diferenças entre o passado e o presente e o quanto pode ser aproveitado se colocadas em prática o que aprendemos com o  passado.

Referências: COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado as crianças de 3 a 8 anos.








sábado, 5 de novembro de 2016

O tempo e o espaço

Ao se falar de tempo se pensa em organização do mesmo.
O tempo no ano letivo faz com que surjam perspectiva como por exemplo: a perspectiva dos novos salários, do reconhecimento como profissionais os alunos serão esforçados na busca do saber, o núcleo familiar ira representar o ideal, em fim nos sentiremos realizados como professores e a alegria tomara conta de nossos corações.
Como é dito em " Questões no espaço escolar"... os acontecimentos obedecem a uma cronologia, onde o presente é tomado como referencia para se pensar no passado e o futuro.
O mundo muda com velocidade vertiginosa, a cada dia mais partilhamos do efêmero e vivemos na dúvida e na incerteza.
Na atualidade o tempo é considerado simultâneo,( MARQUES, 2001) usa metáfora de um leque para explicar o tempo nos dias de hoje, cuja as varetas representariam, cada uma a ocorrência de um evento, enquanto seu conjunto representaria a simultaneidade de todos os eventos.
O tempo se dá pela concomitância dos acontecimentos e não mais por sua expansão para o futuro.
(PAULO FREIRE, 1993), P.10 " o tempo que levamos dizendo que para haver alegria na escola é preciso primeiro mudar radicalmente o mundo e o tempo que perdemos para começar a inventar e a viver a alegria".
(FRAGO, 1998), ressalta que o tempo é uma construção social em constante mudança e não é vivido apenas por aqueles que compartilham o espaço escolar, mas também pelas famílias e por toda a comunidade.
(GÓMEZ, 2004), tanto o tempo individual quanto o tempo coletivo são muito importantes, pois diversas vezes a fragmentação e automatismo escolar não criam momentos preciosos e de satisfação para o desenvolvimento integral do sujeito.
O tempo pedagógico precisa abranger a busca do conhecimento rompendo as barreiras do " conteúdo" e dando espaço as diferenças, onde o tempo " a cada momento" seja enriquecido pelo prazer do aprendizado.

Referências: Questões sobre o tempo no espaço escolar, OLIVEIRA, Cristiane