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domingo, 18 de dezembro de 2016

Operações aritméticas


   
O texto “Técnicas e Tecnologias no Trabalho com as Operações Aritméticas nos Anos Iniciais Ensino Fundamental”, de Bittar, Freitas e Pais, nos traz reflexões importantes sobre a matemática em nossas escolas. Concordo plenamente com os autores: a questão do ensino da matemática está ligada à questão da transposição didática. Como transformar e transferir o saber acadêmico para o aluno. Sabemos que uma coisa é saber e outra é ensinar. Saber muito sobre matemática não significa saber ensinar matemática. Mas qual a melhor maneira de ensinar matemática. Será que ela existe? O professor deve valorizar mais os aspectos práticos e técnicos, valorizar mais os aspectos tecnológicos e teóricos ou investir mais na exploração e no construtivismo? Precisamos ser tão radicais em nossa escolha? Porque muitos professores se acomodam em um modelo de ensino da matemática não traz bons resultados?
      Trabalho com crianças de 0 a 6 anos de idade. Ninguém começa a se interessar por números aos seis anos de idade, mas uma criança nessa idade já pode perder o interesse em saber e descobrir sobre números.  O texto nos mostra claramente o excesso de valorização do certo ou errado. O que é errado para nós é a lógica da criança. As crianças não aprendem matemática memorizando, repetindo e exercitando exaustivamente números e operações, mas resolvendo situações problema, enfrentando obstáculos cognitivos e utilizando seus conhecimentos. A criança já chega na escola trazendo sua bagagem de matemática, ela já vivencia  matemática, antes mesmo, de saber definir conceitos matemáticos. Então é importante que não ignoremos este saber trazido pela criança. A percepção do aluno é indispensável para o sucesso da matemática em sala de aula. É sobre isso que nos fala Constance Kamii em seu livro, A Criança e o Número: “Quando ensinamos número e aritmética como se nós adultos fôssemos a única fonte válida de retroalimentação, sem querer ensinamos também que a verdade só pode sair de nós. Então a criança aprende a ler no rosto do professor sinais de aprovação e reprovação.”

      A didática da matemática nos mostra que não é apenas com o número, mas com a análise e a reflexão sobre o sistema de numeração que os pequenos constroem seu conhecimento matemático. Quando falamos em matemática para as crianças de 0 a 6 anos é preciso sempre lembrar que o lúdico é um fator indispensável neste processo. Eu utilizo histórias, personagens, materiais concretos, jogos e brincadeiras como (boliche, o dominó, bolas de gude, bingo, basquete, memória, sucatas, tampinhas...) para envolver as crianças na minha prática e despertar sua curiosidade e interesse pela matemática. Trabalho com o concreto encorajado as crianças a relacionar os números com os objetos, pensar sobre os números e interagir com os colegas. É extremamente interessante perceber o quanto os alunos aprendem uns com os outros nas atividades propostas. Os desacordos e acordos entre elas estimulam a releitura do pensamento. Vejo em minha prática diária que as crianças têm muitas maneiras de chegar a uma resposta.
     Gérard Vergnaud nos diz que é importante pensar a adição e a subtração sob o enfoque do campo aditivo porque não se pode entender o aprendizado de um conceito e o desenvolvimento cognitivo separadamente. Por isso, é preciso considerar a variedade de situações envolvidas na formação de um conceito e a variedade de situações envolvidas no entendimento de uma situação. O texto esclarece porque somar e subtrair são complementares para as crianças e nos acorda para a necessidade de aprender como as crianças pensam para ensiná-las, porque se conseguirmos perceber como as crianças constroem seus conhecimentos matemáticos, poderemos planejar uma didática muito mais eficaz e prazerosa para o ensino da matemática:
http://acervo.novaescola.org.br/matematica/fundamentos/todos-perdem-quando-nao-usamos-pesquisa-pratica-427238.shtml
Finalizando e refletindo sobre o texto, no ensino procuraria entrar no mundo de cada um, respeitando suas peculiaridades no aprender, evitaria utilizar métodos de extremos e buscaria desenvolver o interesse do aluno através de métodos mais familiares possíveis ao mesmo.

 Referências: A matemática em sala de aula, Reflexões e propostas para anos iniciais do ensino fundamental, (katia Stocco Smole- Cristiano Alberto Muniz)
















sábado, 5 de novembro de 2016

O tempo e o espaço

Ao se falar de tempo se pensa em organização do mesmo.
O tempo no ano letivo faz com que surjam perspectiva como por exemplo: a perspectiva dos novos salários, do reconhecimento como profissionais os alunos serão esforçados na busca do saber, o núcleo familiar ira representar o ideal, em fim nos sentiremos realizados como professores e a alegria tomara conta de nossos corações.
Como é dito em " Questões no espaço escolar"... os acontecimentos obedecem a uma cronologia, onde o presente é tomado como referencia para se pensar no passado e o futuro.
O mundo muda com velocidade vertiginosa, a cada dia mais partilhamos do efêmero e vivemos na dúvida e na incerteza.
Na atualidade o tempo é considerado simultâneo,( MARQUES, 2001) usa metáfora de um leque para explicar o tempo nos dias de hoje, cuja as varetas representariam, cada uma a ocorrência de um evento, enquanto seu conjunto representaria a simultaneidade de todos os eventos.
O tempo se dá pela concomitância dos acontecimentos e não mais por sua expansão para o futuro.
(PAULO FREIRE, 1993), P.10 " o tempo que levamos dizendo que para haver alegria na escola é preciso primeiro mudar radicalmente o mundo e o tempo que perdemos para começar a inventar e a viver a alegria".
(FRAGO, 1998), ressalta que o tempo é uma construção social em constante mudança e não é vivido apenas por aqueles que compartilham o espaço escolar, mas também pelas famílias e por toda a comunidade.
(GÓMEZ, 2004), tanto o tempo individual quanto o tempo coletivo são muito importantes, pois diversas vezes a fragmentação e automatismo escolar não criam momentos preciosos e de satisfação para o desenvolvimento integral do sujeito.
O tempo pedagógico precisa abranger a busca do conhecimento rompendo as barreiras do " conteúdo" e dando espaço as diferenças, onde o tempo " a cada momento" seja enriquecido pelo prazer do aprendizado.

Referências: Questões sobre o tempo no espaço escolar, OLIVEIRA, Cristiane

sábado, 22 de outubro de 2016

   

Brincadeiras e jogos são essenciais no ensino da matemática



Incrível a capacidade de raciocínio e solução de resolução de situações-problemas das crianças.
O jogo em sala de aula é essencial para a evolução social, a matemática pode  tornar-se um problema pois alguns alunos tem vergonha de perguntar sobre certos conteúdos, e não expressam suas dúvidas, tornando-se um problema.
Os jogos e brincadeiras em sala de aula são oportunidades de socialização dos alunos, trabalho em equipe e a cooperação.
O professor não deve deixar o aluno sem objetivos para cumprir e sim como parte da aula, onde o momento faz-se importante  em sua formação, sendo necessário o uso de seus conhecimentos, para propor soluções, chegando a resultados esperados pelo professor.
O desenvolvimento cognitivo das crianças são relacionadas as atividades lúdicas.
Criar o senso crítico e investigativo ajuda o entendimento e compreensão no ensino de matemática. 



Bibliografia: Rizzi, Leonor, HAYDT, Regina Célia C. Atividades lúdicas na educação das crianças. São Paulo: Editora ática 2001.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil, In: KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org), Jogo, brinquedo brincadeira e a educação, 4 ed.São Paulo: Cortez, 2000.

ESCOLAS ASAS X ESCOLAS GAIOLAS

"escolas gaiolas"

"Escolas  que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam  a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode leva-los para onde quiser. Pássaros engaiolados tem sempre um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
" Balburdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças. E eles timidamente pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina  que sejam feitas: dar o programa, fazer avaliações..."
Violenta o pássaro que luta contra os arames da gaiola? ou violenta será a imóvel gaiola que o prende?
Violentos os adolescentes de periferia ? ou serão as escolas que são violentas? as escolas  serão gaiolas?

"escolas asas"

"Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro do pássaros.
O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado".
" Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma.
Quem está aprendendo ferramentas  e brinquedos está a aprender liberdade, não fica violento.
Fica alegre, vendo as asas crescerem..."



Referência: ALVES,Rubem. Gaiolas ou asas? In; Alves, Rubem, Por uma educação romântica. Campinas; Papirus, 2002.

domingo, 10 de julho de 2016


 A LITERATURA INFANTIL

A literatura infantil é a fonte de enriquecimento e aquisição de valores, torna o pequeno ser mais crítico, enriquecendo o seu vocabulário, tornando sua imaginação mais fértil, extravasa sentimentos ao viajar na leitura. Os "contos de fadas e as fábulas" podem proporcionar momentos de reflexão, onde a vivência de emoções pode colocá-lo como participante do contexto.
As ofertas de leituras devem ser diversificadas a fim de promover  a sua identificação e desenvolver a sua criticidade.
Vivemos um momento em que as produções literárias e infantis vem superando fronteiras e proporcionando cada vez mais escolhas capazes de suprir as necessidades educacionais e também os espaços no lazer.
Na educação e como educadores é preciso que se incentive  e aproveite o uso com a leitura para oportunizar o desenvolvimento da mente infantil e de tal forma que os conteúdos contribuam para o crescimento intelectual e moral acrescentando saberes que os tornem adaptados socialmente.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

A poesia em sala de aula

A poesia é o expressar de sentimentos capazes de tocar a alma.
Sabemos da importância da poesia pois desenvolve o vocabulário, o conhecimento em geral e também a dificuldade que muitos alunos encontram de interpretação; isso se da pela falta de familiaridade com a poesia. Muitas escolas parecem ter esquecido a abordagem poética no currículo escolar, principalmente nos primeiros anos, deixando de proporcionar rica experiência á criança em nome de coisas ditas mais importantes, conforme texto de Maria Helena Zancam Frantz(1998,p.80)
Há a necessidade de se incentivar, na criança, desde cedo o hábito da leitura e nesse caso da poesia.
Somente através do trabalho do educador promovendo momentos poéticos e práticos poderá haver o resgate da sensibilidade que ,em parte está se perdendo na geração presente.




quinta-feira, 21 de abril de 2016




                                                       A importância do ler

  A leitura nos leva, não a decifrar letras, mas imprimir ao conteúdo discorrido a interpretação pessoal. Ao ler nos colocamos diante de determinado contexto analisando-o e de certa forma acabamos fazendo parte do mesmo. Viajamos no carrossel dos pensamentos onde as ideias do autor passam como que pelo crivo de aceitação ou não de quem lê; é apurada a criticidade a elaboração de ideias e a comunicação.
  Descobertas, questionamentos, identificação de experiências é o que proporcionamos quando estimulamos a leitura. O aluno vai aprender as considerações do escritor e aprender a identificar os sentimentos que ele quis transmitir.
  A leitura deve ser estimulada, não porém, fazer dela uma obrigação.
  Devemos transformá-la numa experiência que pode ser, através da imaginação do autor, vivida pelo leitor. Ler abre caminhos para a compreensão do todo que nos rodeia. A leitura deve ser um hábito independente da aprendizagem escolar, porém faz parte da mesma.
  Ler é fazer do que se leu fonte de conhecimento individual, onde a sensibilidade de cada um constrói o seu significado.
  O encanto do ler é que proporciona ao leitor que já "interrompeu a leitura a continuar a viagem por conta própria".
                                                                 Mario Quintana

quarta-feira, 6 de abril de 2016

   Aprender x Ludicidade


"Como professores, como motivadores precisamos levar os alunos a se tornarem auto motivados, isto é, a fazerem o que tem de fazer não porque recebem ordem para isso, ou porque alguém os obriga, mas porque querem"
             Howard Hendricks

No meu entender a ludicidade é um dos fatores que mais se adapta ao fato de, por meio dela, se conseguir maior gosto em exercer seja qual for a atividade. Na ludicidade orientada pode-se colocar a criança em conexão e interação com atividades e relacionamentos. São então organizadas as energias infantis e assim desenvolver o interesse por determinada atividade apreendendo os conteúdos que queremos sejam assimilados.
O lúdico educativo através  jogos e brincadeiras devem ser inseridos no ensino tendo maior atratividade e capacidade de envolver os alunos.
O que ocorre é que a desinformação por parte dos pais pode levar ao não entendimento da aplicação dessa prática educativa através da ludicidade, que é um facilitador da receptividade infantil.

"O uso do lúdico na educação prevê, principalmente a utilização de metodologias adequadas as crianças que façam com que o aprendizado aconteça dentro do seu mundo, das coisas que lhes são importantes e naturais de se fazer, que respeitam as características próprias das crianças, seus interesses e esquemas de raciocínio próprio."
           Dohme






domingo, 27 de março de 2016

Qualificando a Escrita ( O Desejo de Saber)

                                                     O desejo de Saber

O desejo de saber é inerente do ser humano desde a infância a criança já anda as voltas buscando satisfazer suas curiosidades  na busca de respostas aos questionamentos e por novos saberes.
A transferência faz parte do inconsciente e tem relação ao fato de se deslocar experiências vivenciadas em algum momento da vida e que em determinada situação é trazido a tona e manifestadas por impulsos, recalques, medos etc. Ex: O medo de se lançar a novos desafios porque na infância a criança foi depreciada.
As impressões que as vezes temos de já ter estado em algum lugar, os gostos que nos remetem a determinado momento, a empatia por alguém que é consequência de semelhanças, se referem a contratransferência e suas marcas deixadas no inconsciente. Ex: O cheiro do plátano por onde passamos outro dia remete a lembrança da infância quando varria o pátio embaixo de quatro plátanos enormes na casa de minha avó.