quarta-feira, 18 de maio de 2016


Projetos x Aprendizagens




Projeto é a ordenação de atividades, a estruturação dos conhecimentos do docente x alunos com o fim determinado de realização de um objetivo proposto.
Para que isso seja alcançado a interatividade e os conhecimentos de professor e aluno devem ter significado e instigar os alunos a experiências e questionamentos e a compartilhar com todo o grupo.


"...não basta que o saber seja inteligível e assimilável. É necessário que esteja ligado a outras atividades humanas, que se compreende porque foi desenvolvido, transmitido porque é conveniente apropriar-se dele.
O sentido não é necessariamente utilitarista, pode dizer respeito a estética, a ética, ao desejo filosófico de compreender o mundo ou de partilhar uma cultura".
                       ( Philippe  Perrenoud) 
                                                                                             


O projeto não fará sentido e consequentemente sucesso e satisfação no aprender.
                                       
 A voz do professor


 A  voz é a ferramenta principal de um professor, é através dela que interagimos com os alunos. Por ser de tamanha importância na transmissão de informação é que preserva-la é o mínimo que podemos fazer.
  O uso da voz, o ar condicionado e as mudanças de clima são o principal fator de problemas com a mesma.
 A ingestão de água alguns poucos exercícios feitos diariamente e a diminuição do tom da voz são cuidados simples mas relevantes que podem preservar e dar mais qualidade a esse precioso instrumento de trabalho que é a nossa voz.
 A liado a isso o acompanhamento médico quando sentimos alguma diferença na voz é também de grande importância.
O mínimo que podemos fazer por nós é dar atenção, cuidar desse instrumento tão valioso, "a voz do professor ".        

domingo, 15 de maio de 2016






Surdos, Barreiras X Possibilidades



 A aceitação e reestruturação por parte da sociedade é fator primordial para a inserção dos surdos no ensino regular. A conscientização e reconhecimento de sua identidade como grupo social com capacidades iguais a qualquer pessoa, somadas a utilização da língua de sinais podem superar as barreiras que, hoje, são enfrentadas nas escolas.
 Para tanto é necessário que a escola se reorganize a fim de que o aluno surdo possa fazer parte do grupo social escolar num ambiente isento de preconceitos e onde sua cultura possa fluir com naturalidade e que finalmente deixe de ser verdadeiro o dizer de (Karnopp, 2013).
 "...a falta de reconhecimento da língua de sinais, a carência da educação bilíngue, a disponibilidade limitada de serviços de interpretação e a generalizada desinformação da sociedade sobre a situação e as condições de vida das pessoas surdas na maioria dos países mantêm esses sujeitos privados do acesso a amplos setores da sociedade e do exercício da cidadania."
 E será utopia essa realidade!
A música no processo de aprendizagem
 


A música faz parte do universo. O farfalhar das palavras, a musicalidade dos ventos, das águas, pássaros e animais , ao bebê recém nascido vão os sons se transformando em música. A música transmite prazer e eleva os sentimentos.
Na escola aprendizagem pode ser reforçada pelo seu uso e por ela serem trabalhados aspectos individuais, como, aprimoramento da audição, o ritmo, além de trabalhar a parte corporal, motora e socialização. A música trabalha a atenção a  concentração, o lado emocional e tantos outros. A utilização da música de maneira lúdica facilita o aprendizado. Como retentora da atenção a música tem papel muito importante, o que pude comprovar com meus alunos ao utiliza-la para reter sua atenção e canaliza-la, é um meio fácil de conseguir domínio sobre os mesmos.
Apesar de "os interesses musicais dos alunos serem muito variados acredito ser uma forma eficaz de, proporcionando alegria, capturar a atenção, sem contar os demais benefícios".
Quanto ao ensino propriamente dito da" música" na escola, vejo a dificuldade da aplicação pelo fato de que deveria haver uma especialização para atender a demanda.
O simples fato de fazer uma" lei " colocando a música como parte do currículo escolar  não vai alcançar o objetivo, pois envolve muitos fatores e apesar de ser inerente ao ser humano envolve uma gama de afinidades. Como então em sala de aula, aplicar um ensino direcionado e proveitoso a todos?
O ponto deve ser como diz Swanwik:"colaborar para que jovens e crianças compreendam a música como algo significativo na vida de pessoas e grupos, uma forma de interpretação do mundo e de expressão de valores, um espelho que reflete sistemas e redes culturais e que ao mesmo tempo, funciona como uma janela para novas possibilidades de atuação na vida."

quinta-feira, 21 de abril de 2016




                                                       A importância do ler

  A leitura nos leva, não a decifrar letras, mas imprimir ao conteúdo discorrido a interpretação pessoal. Ao ler nos colocamos diante de determinado contexto analisando-o e de certa forma acabamos fazendo parte do mesmo. Viajamos no carrossel dos pensamentos onde as ideias do autor passam como que pelo crivo de aceitação ou não de quem lê; é apurada a criticidade a elaboração de ideias e a comunicação.
  Descobertas, questionamentos, identificação de experiências é o que proporcionamos quando estimulamos a leitura. O aluno vai aprender as considerações do escritor e aprender a identificar os sentimentos que ele quis transmitir.
  A leitura deve ser estimulada, não porém, fazer dela uma obrigação.
  Devemos transformá-la numa experiência que pode ser, através da imaginação do autor, vivida pelo leitor. Ler abre caminhos para a compreensão do todo que nos rodeia. A leitura deve ser um hábito independente da aprendizagem escolar, porém faz parte da mesma.
  Ler é fazer do que se leu fonte de conhecimento individual, onde a sensibilidade de cada um constrói o seu significado.
  O encanto do ler é que proporciona ao leitor que já "interrompeu a leitura a continuar a viagem por conta própria".
                                                                 Mario Quintana

quarta-feira, 6 de abril de 2016

   Aprender x Ludicidade


"Como professores, como motivadores precisamos levar os alunos a se tornarem auto motivados, isto é, a fazerem o que tem de fazer não porque recebem ordem para isso, ou porque alguém os obriga, mas porque querem"
             Howard Hendricks

No meu entender a ludicidade é um dos fatores que mais se adapta ao fato de, por meio dela, se conseguir maior gosto em exercer seja qual for a atividade. Na ludicidade orientada pode-se colocar a criança em conexão e interação com atividades e relacionamentos. São então organizadas as energias infantis e assim desenvolver o interesse por determinada atividade apreendendo os conteúdos que queremos sejam assimilados.
O lúdico educativo através  jogos e brincadeiras devem ser inseridos no ensino tendo maior atratividade e capacidade de envolver os alunos.
O que ocorre é que a desinformação por parte dos pais pode levar ao não entendimento da aplicação dessa prática educativa através da ludicidade, que é um facilitador da receptividade infantil.

"O uso do lúdico na educação prevê, principalmente a utilização de metodologias adequadas as crianças que façam com que o aprendizado aconteça dentro do seu mundo, das coisas que lhes são importantes e naturais de se fazer, que respeitam as características próprias das crianças, seus interesses e esquemas de raciocínio próprio."
           Dohme






                                           

                                                                 Além do olhar


No Seminário Integrador III foi debatido a diferença do olhar além do que podemos ver, o que não podemos expressar.
Enquanto o ver nos mostra a imagem, o olhar remete a interpretação, a  apreciação, compreensão, análise, a criação e libera a imaginação com relação ao que se vê.
A través do olhar podemos dar sentido e resposta aos porquês; ao mesmo tempo em que podemos iniciar uma mudança. É através do olhar que podemos encetar a construção de uma nova maneira de ser ou fazer.
O olhar é que irá permitir ver a diferença que existe entre um e outro aluno, enquanto educador, e poderá ser um motivador para impulsionar novas ações.
É somente através do olhar, como ponto inicial, que seremos motivados a iniciar um processo, mesmo que longo, de transformação e que poderá com certeza culminar em mais saber, em mudanças de sentimentos e da sociedade.