segunda-feira, 27 de maio de 2019

EIXO V - 2017


ESCOLA CIDADÃ


 Uns dos temas que mais me chamou atenção e que tivemos a oportunidade de abordar foi o preconceito , essa mazela que vem destruindo muitas vidas, não só fisicamente como também o ódio e a destruição em nome de ideologias e até em nome de Deus. Desde o início no PEAD, temos sido alertado da responsabilidade que nos cabe como educadores, de não dispensar esforços para promover a igualdade auxiliando nossos alunos na reconstrução de uma sociedade mais justa e solidária onde cada um busque seus direitos mas também saiba cumprir com seus deveres e responsabilidades para com o outro.
o individualismo que se evidencia hoje é o responsável pelo renascimento do racismo e preconceito que apesar do véu que os quer velar é incapaz de esconder a destruição do nosso planeta e do homem aos milhares.
 Como temos visto é importante que conheçamos o contexto familiar e social em que nossos alunos vivem porque muitas as vezes o preconceito tem sua origem na própria família e se a escola não estiver aberta a família e a comunidade podendo com elas dialogar, em vão serão os esforços do professor de inculcar na criança ideia de igualdade, de solidariedade e de cidadania.
 Revendo os semestres anteriores fica claro nosso papel como educadores e a necessidade de trabalhar com a diversidade a fim de que nossos alunos sejam capazes de atentar para os diferentes e respeita-los...

               "A diversidade cultural é a riqueza da humanidade.para cumprir sua tarefa humanista,                                a escola precisa mostrar aos alunos, que existem outras culturas alem da sua não                                  camuflar os preconceitos mas reconhecer e trabalhar com a  diversidade pensando                                na construção global dos alunos para  que se aceitem como diferentes e como                                        parte  das diferenças. Precisamos  aprender a ver nas diversidades, sejam quais                                      forem a riqueza da humanidade."
                                                                                                                          MOACIR GADOTT

                    
Bibliografia: 

Construindo a escola cidadã,1998, Moacir Gadotti, texto: Escola, muitas culturas, p.79

WORKSHOP 2018/1 EIXO Vll

 Reler as sínteses foi um momento de análise em que pude pesar e refletir as aprendizagens e suas aplicações no cotidiano escolar.
 Uma das coisas mais importantes que aprendi e que mudou completamente o meu modo de ver e ser professor é que sua função não é ensinar, mas 


                    ...consiste em ser facilitador da aprendizagem dos alunos, em ajudar-                                       lhes a aprender... è ...facilitar a atividade mental dos alunos que lhes                                     permita construir novos conhecimentos a partir da reconstrução e da                                     reorganização dos que já possuem.
                                                              ALBUQUERQUE (2010,p.58 e p.61) 

                                               
 Nesse sentido os projetos de aprendizagem alargam horizontes permitindo trabalhar com o aluno como construtor do seu conhecimento; da mesma forma a interdisciplinariedade alargando possibilidades com a inserção de conteúdos que são do  interesse dos alunos. Os temas transversais também dão um UP! quando o interesse diminui . Enfim são formas de inovar a educação,  proporcionar crescimento e de ser professor.


Referências:

ALBUQUERQUE,C (2010). Processo Ensino-Aprendizagem: Características do Professor Eficaz Millenium 

workshop 2017/2

 Revendo a Síntese Reflexiva das Aprendizagens EIXO VI pude perceber nas poucas páginas o quanto as interdisciplinas Seminário Integrador, Educação de Pessoas com       Necessidade Educacionais Especiais, Filosofia e Relações Étnico Raciais são importantes para a reflexão e como direcionadoras enquanto educadores da responsabilidade que nos cabe frente as diversidades, a discriminação e os preconceitos, tanto na escola como na sociedade.
 Relembrei o filme Como estrelas na terra, e, como educadores, precisamos nos desacomodar porque com um pouco de sensibilidade e boa vontade podemos ser facilitadores, auxiliadores e direcionadores para o desabrochar das potencialidades edificação de nossos alunos.
 Afirma Piaget (1990,p.12):a aprendizagem "é uma construção contínua comparável a edificação de um grande prédio que na medida que se acrescenta algo ficará mais sólido..."Assim as interdisciplinas desse semestre nos acrescentaram conhecimento e nos levam a repensar o papel do educador frente as diversidades  visando a formação de indivíduos capazes e cidadãos responsáveis.


Referências: 

Filme: Como estrelas na terra disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=6rxSS46Fwk4

Resultado de imagem para como estrelas na terra

PIAGET,Jean.Seis Estudos de Psicologia 24º Edição Revista

Mitos e preconceitos sobre a pessoa com deficiência


 Como mãe de especial senti na pele a discriminação e o preconceito para com as pessoas deficientes nas idas e vindas diárias a POA, a médicos, fisioterapias e a Kinder que era sua escolinha; em Canoas não a aceitavam porque era dependente total. Até mesmo na AACD seu atendimento era restrito porque na opinião dos médicos, para ela não teria aproveitamento.
 Assim era a trinta anos atrás ( infelizmente ela partiu aos 26 anos a 4 anos).
 E hoje, as coisas mudaram? sim existem algumas possibilidades, a mais, no entanto, continua o preconceito e o mito de que o especial, por estar sobre uma cadeira de rodas é inútil e incapaz. Há o esteriótipo, de que, sendo um incapaz, todos os são.
 Alem do estigma, a marca que deixa a generalização e definição de " ineficientes globais".
 Ufa! Finalmente no PEAD  EIXO V tivemos a oportunidade de ver, que sim, há possibilidades de mudanças e estão dentro de nós como parte da diversidade humana  mas principalmente como educadoras a oportunidade de buscar promover a diferença que é a igualdade, pensando " ...a anormalidade de forma inovadora : não mais é somente como patologia...mas como expressão da diversidade da natureza e da condição humana..."AMARAL, Ligia Assumpção
 Como educadores precisamos derrubar mitos que ainda possam ter força e que prevalecem desde sempre na sociedade.
cabe-nos derrubar barreiras e incentivas as potencialidades individuais de "Todos" os nossos educadores, nos adequando e adequando-as a diversidade procurando erradicar a ideia de que o deficiente é incapaz promovendo a igualdade, a integração e a aprendizagem com as peculiaridades que cada um possui.
é um desabafo mas também uma reflexão sobre essa realidade no contexto educacional.


 Referências: 

 AMARAL,Ligia Assumpção.Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In:AQUINO, Julio Gropa(org.).
Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo:Summus, 1998.
https://www.youtube.com/watch?v=V2ejcpp7ibg  ( Quem é o verdadeiro deficiente? )

  

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Síntese Reflexiva

       O resgate de postagens dos primeiros semestres permitiu uma reflexão e avaliação através dos workshops e retomando a singela Síntese Reflexiva de 06/12/2015 reconsidero a sua importância, bem como das demais, como sendo um processo avaliativo das interdisciplinas e o consequente aprendizado. 
       Hoje, as vésperas do final do curso, ao olhar o primeiro workshop e os subsequentes vejo-os como oportunidades de, realmente, tentar desacelerar, relacionar e refletir como as atividades realizadas possibilitarão as mudanças necessárias ao contexto profissional.
       O caminho percorrido no Pead foi cheio de percaussos, mas foi também de aprendizado e crescimento, onde a construção individual foi acrescida pela convivência com colegas, professores e tutores que, com certeza, deixarão marcas indeléveis na concretização do meu aprendizado profissional e de vida.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

INFÂNCIA SOFT


                                                                                                 

Os artefatos e imagens cumprem a função de representar, apresentar,
nomear, situar, identificar, etiquetar e traduzir tanto os sujeitos quanto os grupos sociais para os outros grupos. Muito mais que representar os sujeitos e  os grupos, os artefatos e imagens instituem os modos de vermos os outros e    nos relacionarmos com o mundo.                                                                                                                                                 ( CUNHA, 2005 P.31)


    As mídias nos dão uma visão de mundo e determinam valores, classificam o que é belo, bom e induz a excluir tudo que foge a sua idealização; idealização essa que busca unicamente o retorno econômico de grandes corporações.

    A publicidade (...ensina os indivíduos o que eles precisam e devem desejar, pensar e fazer para serem felizes, bem sucedidos (...) ensina uma visão de mundo, valores e quais comportamentos são socialmente aceitáveis e quais não aceitáveis ( KELLNER, 1995 ,P.112)

   Uma imagem não é apenas o que ela mostra, mas conforme HERNANDEZ ,2007 P.32 "...ela é carregada de significações..." com a finalidade de  formar identidades consumidoras das imagens mostradas. Dentro deste contexto a infância é mostrada inocente e delicada, "branca" e bem cuidada, idealizando a imagem do " bebê sonhado", fofo e delicado, meigo, transbordando saúde e alegria.
 Essa é a representação da infância soft, enquanto existem outras crianças que fogem a estes parâmetros e que não são visibilizadas mas que existem, enquanto as mídias vendem aos milhares produtos vinculados a essas imagens e produzindo discriminação e acirrando o consumo desenfreado já na infância.

Referências:
CUNHA, 2005 P.31 IN Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais, BORGES, Camila Bettim e CUNHA, Suzana Rangel Vieira

KELLNER,1995 P.112 IN CUNHA, 2005 P.31 IN Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais, BORGES, Camila Bettim e CUNHA, Suzana Rangel Vieira

HERNANDEZ,2007 P.32 IN CUNHA, 2005 P.31 IN Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais, BORGES, Camila Bettim e CUNHA, Suzana Rangel Vieira


PROJETOS/ APRENDIZAGENS


                                       

   É hora de rever os quatro primeiros eixos, observar o que foi aprendido. O caminho percorrido até aqui me mostrou uma nova prática de sala de aula, diferente baseada na elaboração ou arquitetura de    Projetos de Aprendizagem; prática essa " ...que configura uma situação aberta, desestabilizadora, cujos caminhos e resultados não são pré-determinados e nem conhecidos de antemão pelos docentes."
  (COSTA, MAGDALENA)

 Os Projetos Pedagógicos de Aprendizagem fazem mais significativa á aprendizagem, porque parte dos interesses dos alunos, o que dá significado ao conhecimento porque se envolvem na busca de respostas as suas inquietações, sem os conteúdos massantes, mas sim que são do interesse de cada um num processo aberto e flexível na busca de aprendizado.
 Iniciar práticas diferentes, como os Projetos de Aprendizagem, traz expectativas e até medo por estarmos acostumados aos conteúdos prontos.
 Hoje, no entanto, vejo como é importante orientar os alunos para que tenham autonomia e sejam construtores do seu próprio conhecimento.