quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Concluindo o Workshop rumo ao Eixo 3!!

                                     
 Concluindo o Workshop rumo ao Eixo 3!!!
Uffa!!


Posso dizer que o que vivi foram momentos intensos, a beira de um infarto, rs...fui ao cardiologista, psiquiatra etc..
Chegado o dia da apresentação do Workshop, após ensaiar com minha mãe várias vezes; creio ter me saído melhor que o primeiro, o que a meu ver foi um desastre.
Ansiosa cheguei, porém sabia ter feito minha parte, dado o meu melhor, para estar ali naquele momento. Então era aguardar o tão esperado sorteio onde gostaria de ser a primeira a apresentar. Não fui, tive tempo de me acalmar.
Enfim com o microfone na mão, não sei se tinha alguma "entidade" no momento mas me senti á vontade diante de minhas colegas e assim pude garantir que tudo corresse bem! Falei até mais que o tempo previsto para minha surpresa. Não sei se foi o que a professora esperava. Mas tudo é aprendizado ôôô, se é!!!
Agora é aguardar o resultado.
Feliz por ter passado 2015, este período turbulento, de acontecimentos não felizes, com feridas a serem curadas e cicatrizes que ficarão para sempre, mas esperando 2016 com a expectativa de dias melhores.
Até lá Eixo 3 !
Mais uma vez agradeço aos professores, tutores e colegas por  terem sido meus impulsionadores nesse curto tempo que tive para me preparar.
Um ano de muita paz!

                              OBRIGADOOOOOOO!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Apresentação do Workshop

Não foi fácil compor a conclusão das experiências obtidas no primeiro semestre.
Na construção dos saberes adquiridos procurei demostrar o que aprendi, apesar da ruptura que houve, no processo das aprendizagens.
Apesar das dificuldades acredito estar crescendo e que ao assistir os trabalhos apresentados pelas colegas do PEAD contribuiu para o entendimento das disciplinas nas diversas áreas. Me foi de grande valia poder experienciar os valores, as culturas e saberes que me foram acrescentados no PEAD e que contribuiu para a execução dos meus trabalhos.
São as trocas de experiências que nos levam a aprender e crescer.




Síntese Reflexiva

A elaboração da Síntese Reflexiva dos trabalhos realizados, no primeiro semestre fez com que, as experiências e aprendizagens que adquiri fossem pesadas e refletidas.
As atividades realizadas na construção dos conteúdos trabalhados e a interação com as colegas foram de importância e me ajudaram sendo a base para a estruturação e elaboração da Síntese Reflexiva.
A reflexão e análise das informações é o que possibilitou a construção da síntese.



Preparação do Workshop de Avaliação

Na construção do Workshop de Avaliação precisei ver a relação estabelecida entre teoria e prática e vivenciar a teoria na prática. O que nem sempre foi possível por ser a primeira vez que executo a função de alfabetizadora.
Apesar das dificuldades e o quase desespero que me tomou conta, creio ter sido acrescentado saberes a minha função de educadora alfabetizadora e principalmente ao processo de aprendizagem que me encontro.
Que eu possa encontrar, e assimilar idéias que contribuam para a edificação e mudança da realidade escolar, onde as crianças possam crescer em estatura e saberes.





Fundamentos da Alfabetização Reta Final

A interdisciplina Fundamentos da Alfabetização me deu mais visão com relação a prática como alfabetizadora, mesmo porque estou pela primeira vez exercendo essa função. Mesmo assim o que aprendi e estamos aprendendo abriu novos horizontes. Com relação a aprendizagem  através da ludicidade e que se pode sim, por meio de brincadeiras, transmitir conhecimentos a criança a escola tradicional do passado já não pode ser a de hoje, onde a informatização está a disposição das crianças desde tenra idade e com a qual adquiri familiaridade muito cedo.
Na escola tradicional a alfabetização ocorre dentro da escola. Pude ver, que na realidade, ela começa bem antes, nos meandros das relações ocorridas no dia a dia infantil.
Como educadores temos o dever de trabalhar para que a alfabetização ocorra com alegria e prazer e assim tornar possível e mais fácil a edificação integral da criança.


Alfabetizar é acender uma luz que jamais será apagada.
É iluminar um futuro próximo e também distante.
É deixar uma marca útil que se estenderá.
Alfabetizar é mais uma forma de amar.

Augusta Schimidt


As Mídias e a Erotização Infantil

Nossos meios de comunicação são os grandes vilões na efetivação da erotização infantil.
As crianças, hoje, passam o maior tempo do dia vendo filmes e jogos onde as informações erotizadas são infiltradas sem a menor censura e com apelos de consumo massivo visualizados a todo momento em nossas TVs pelas crianças que se tornam o alvo principal dos meios de comunicação e econômicos.
Hoje as crianças fazem parte das classes que mais consomem, seja lá o que for, direta ou indiretamente e se tornam consumidores contumazes do imediatismo, do descartável e os adultos são os únicos responsáveis por essa grande indústria do consumismo.
Já existem tentativas como o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, no sentido de impedir que a criança seja exposta aos demandos dos interesses de uma sociedade consumista e induzida a erotização.
Em países mais desenvolvidos, como o Canadá e outros as leis proíbem a inserção ou vinculação de imagens infantis em propagandas que induzem ao consumo e a erotização.
Nossas crianças estão se tornando adultas cada vez mais cedo, com seis ou sete anos a menina já deixa de lado as bonecas e o menino o seu carrinho desviando seus interesses a atividades que em nada contribuem para a formação de valores e atitudes que deveriam fazer parte da edificação moral e social da criança na sociedade.

Como pais e professores cabe-nos refletir e tomar atitudes no sentido de promover meios e lutar por medidas que contribuam na edificação de uma infância e que as crianças não sejam obrigadas a engolir essa enxurrada de produções erotizantes exibida em nossos meios de comunicação.

imagem:
www.portalamazonia.com.br

A importância do brincar

As relações interpessoais são essenciais para o desenvolvimento integral do ser e é através do ato de brincar que a criança desenvolve suas capacidades, amplia seu repertório cultural.
Como diz Winnicott a personalidade de uma pessoa é elaborada através das vivências na infância,  A onde o brincar deixa suas marcas. Além  de elaborar através das experiências o   reconhecimento das diversas esferas que a rodeiam, desenvolve suas faculdades motoras e mentais.
Através do brincar a criança aprende e efetiva relacionamentos. Aprende o compartilhamento a competição, obediência as regras, liderança; trabalha suas emoções, aprende ganhar e perder, desenvolve os princípios fundamentais na elaboração de seu caráter.
A cooperação, a liderança, a competição são princípios desenvolvidos através das brincadeiras.
Piaget, buscou entender as características do brincar nas diversa faixas etárias. Descobriu que as experimentações, as atividades repetitivas fazem parte das brincadeiras dos menores. Já os maiores procuram entender o outro e criar regras nas brincadeiras.
Vygotsky diz ser importante e que é papel da escola oferecer atividades desafiadoras com o fim de desenvolver a autonomia da criança. Além do que nas práticas pedagógicas deve haver o aproveitamento das brincadeiras com o fim de desenvolver a socialização e integração entre os grupos.
O brincar é inerente ao  ser humano, além disso é direito garantido pela Constituição dos direitos das Crianças e Adolescentes.
É dever dos pais e educadores aproveitar essa atividade tão natural afim de abrir janelas em nossas infâncias para que o sol da alegria e da felicidade possa entrar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Manifesto dos Educadores de 2015

Nós educadores de 2015 erguemos nossa bandeira pró-educação justa e igualitária, em defesa dos interesses discentes e não das classes sociais.

Participantes da montagem deste Manifesto:

*Maria Marchand

*Luciana Mello Kalicheski

*Andréia da Silva Zancanaro

*Liris Crist Bravo




Referências: Varela, Julia;ALVAREZ-URÍA,Fernando. A maquinaria escolar. Teoria & Educação. Porto Alegre, n.6,p.68-96, 1992.


Manifesto dos Pioneiros da Educação. Disponível em:
http://moodle.ufrgs.br/mod/url/view.php?id=893876


Nunes,C.(Des)encantos da modernidade pedagógica.In: 500 anos de educação no Brasil.2.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.p. 371-398


O desejo de Saber

O desejo de saber é inerente do ser humano desde a infância a criança já anda as voltas buscando satisfazer suas curiosidades  na busca de respostas aos questionamentos e por novos saberes.
A transferência faz parte do inconsciente e tem relação ao fato de se deslocar experiências vivenciadas em algum momento da vida e que em determinada situação é trazido a tona e manifestadas por impulsos, recalques, medos etc. Ex: O medo de se lançar a novos desafios porque na infância a criança foi depreciada.
As impressões que as vezes temos de já ter estado em algum lugar, os gostos que nos remetem a determinado momento, a empatia por alguém que é consequência de semelhanças, se referem a contratransferência e suas marcas deixadas no inconsciente. Ex: O cheiro do plátano por onde passamos outro dia remete a lembrança da infância quando varria o pátio embaixo de quatro plátanos enormes na casa de minha avó.

O olhar da Sociedade sobre a Infância na Contenporâneidade

A definição e concepções sobre infâncias, como hoje conhecemos, vem de um longo caminhar desde a antiguidade. As mudanças, transformações no decorrer desse tempo apontam para uma nova maneira de ver as crianças desde então.
Os estágios por que passa a criança é fruto da sociedade atual, pois na antiguidade não era considerada e tão pouco usufruía de privilégios, não recebiam nenhum tratamento especial.
Por não usufruírem de idênticas condições sociais, econômicas e culturais, a parcela de crianças menos favorecidas e excluídas socialmente são relegadas ao descaso sem os cuidados com a saúde, a segurança e a educação.
É necessário buscar meios de inserir e cuidar das crianças para que possam fazer parte da diminuta classe de infância privilegiada, participante de uma esfera social onde possam ser protegidas e seus direitos promovidos a fim de se tornarem sujeitos sociais com seus direitos preservados.


Material de apoio: Sarmento, Manuel Jacinto. As culturas da infância nas Encruzilhadas da 2º Modernidade. Braga: Instituto de Estudos da Criança, Universidade do Minho, 2003.

Workshop...Preparação e Organização da Síntese reflexiva!


  Neste semestre não posso dizer estar segura em relação ao curso e minha prática em sala de aula pois acho que as teorias afirmadas dos autores deveriam ter sido colocadas em prática, porém, muito sei, deixei a desejar pelo contexto em que ainda me encontro.
  Foi difícil ter iniciado o Pead em outubro com muitas atividades em atraso, tendo consciência das dificuldades em estabelecer alguns conceitos. Contudo acredito ter sido este período um desafio e já uma resposta a minha força de vontade, na busca de aprender  e dando o meu melhor rumo a novas metas.


 

O que mais tomou meu tempo foi a preparação da parte escrita e planejamento buscando pesquisando material direcionado ao trabalho.
Apesar de já estarem definidas as metas,  o entendimento e a confecção das disciplinas.
  Ao lado disso a preparação e organização das aprendizagens me levaram a um momento bastante frágil no contexto da elaboração da síntese reflexiva dos temas abordados.
  O acúmulo das atividades relacionada ao encerramento do ano letivo nas escolas causam um turbilhão em minha mente, apesar disso com auxílio de todos prossigo a próxima etapa .

Que venha o Workshop....Que venha o Eixo 3!!!



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Maquinaria escolar e (Des) Encantos da Pedagogia Moderna

  Buscando conhecer o que possibilitou a instituição da escola, o texto Maquinaria Escolar, discorre sobre as condições sociais e históricas que permitiram a implantação da escola nacional e entre as medidas tomadas está a criação do estatuto da infância, definição dos espaços escolares, corpo docente e a substituição de velhas técnicas de ensino, a obrigatoriedade escolar para crianças de 06 a 16 anos elaborados pelos poderes públicos e legalizados e que tornou a escola obrigatória. Os Jesuítas e outras instituições moralistas foram os primeiros a implementar na sociedade a escola. Para os Moralistas  e Igreja a educação devia ser fundamentada em forte ensino religioso. Foi a maneira adotada pela Igreja para controlar e impor padrões morais e a autoridade eclesiástica numa época em que católicos e protestantes tinham acirradas disputas. Nesse contexto buscou-se identificar a formação histórica, cultural e social utilizadas pelas instituições escolares e funcionalismo nacional.
Quando lemos o texto (Des) Encantos divisamos a produção de identidades sociais e sendo ressaltadas diferenças sociais e culturais. Foram implantadas escolas públicas para os pobres e a privada que incentivava a supremacia dos poderosos. Nesse período apareceram mudanças e a modernidade pedagógica avançou  trazendo á escola uma nova maneira de construir a infância.
“Na modernidade pedagógica o novo e o tradicional foram complementares entre sí”, a tradição apegada ao passado buscando identificar valores que sustentassem sua posição social e ostentar , como que , “uma auréola da civilização”.
Nessa época eram utilizados métodos de disciplina que incluíam os castigos físicos e uso da palmatória, entre outros.
Ao fluírem os tempos as transformações foram surgindo com as indústrias, crescimento da pobreza, a diferenciação das escolas em públicas e particulares e, com o aumento da população, implantam-se escolas primárias, profissionais e outras para atender a diversidade social, que procura ainda hoje, sustentar e satisfazer a sociedades buscando entre os (Des) Encantos a realização, identificação e efetivação de uma nova cultura e sociedade, uma nova maneira de ser escola.

Referências; A maquinaria escolar, de Julia Varela e Fernando Alvarez e (Des) Encantos da        modernidade escolar, de Clarice Nunes

domingo, 22 de novembro de 2015

Ainda há lugar para infâncias?

   

  Ao longo dos tempos, as crianças foram vistas e consideradas sem a compreensão de seus direitos; portanto não tinham tratamentos diferenciados.
          Hoje já se pode ver algumas mudanças com relação aos direitos das crianças e na percepção de que são " sujeitos sociais ". Sendo no entanto, necessário um olhar mais apurado para que sejam preservados e supridos seus direitos e necessidades, que devido a fatores econômicos, sociais e culturais, de saúde, educação ainda não são totalmente constituídos. Apesar disso, acredito que " ainda haja lugar para as infâncias ".
          Vejo, no entanto que a função de educadores precisamos proporcionar e incentivar atitudes que auxiliem na edificação das infâncias. Que tenham voz, para que haja a efetivação dos direitos das crianças e sua concreta participação na sociedade e respeitada suas individualidades.






Imagem: http://paraisomodabebe.com.br/blog/ah-a-infancia/



domingo, 8 de novembro de 2015

ID,EGO,SUPEREGO

No texto : “O menino Escondido”, podemos ver que: imprevisível, indeciso e dispersivo são atributos, reações comandadas pelo ID. O ID é o inconsciente que, apesar de fazer parte da nossa mente, é manifestado por impulsos instintivos e apesar de ser algo não racional, Freud provou o quanto e de que forma o inconsciente “ID” interfere em nossos pensamentos e em nossa vida.

OBS: Freud foi o inventor da Psicanálise, descobriu o inconsciente e explicou o funcionamento de nossa mente.

É como se tivéssemos um  outro  eu dentro de nós, sem saber a força, o poder, os limites do mesmo. Já o limite é “a atividade consciente da razão, ou seja, é o que faz a seleção e a repressão dos impulsos  instintivos ; essa atividade é feita pelo Superego, a parte consciente da nossa mente. Essa resolução que compete ao Superego é imperceptível.
O Superego é:   A Sociedade, a Moral, a Educação; o Superego é formado pelos hábitos e costumes que a Sociedade nos inculca desde que nascemos, através da Educação que nos vai sendo imposta por nossos pais, parentes, amigos, professores, chefes.”
Para o Superego dominar o ID, necessita passar pelo Ego, que é a parte da psique intermediária entre o ID e o mundo exterior. O  Superego é a barreira (a censura) que existe no psiquismo.
Por meio desse processo podemos dizer que o ID nos manda agir inconscientemente e de imediato (a explosão); sendo o Ego a parte intermediária entre o impulso imediato e o Superego (a ação ponderada pelas diversas influências adquiridas, seja, através da educação ou imposta por determinados meios (família, amigos, sociedade, etc...).
A outra função do Superego é recalcar ou mandar de volta  os impulsos instintivos prejudiciais.
Cito alguns exemplos: Em minha sala de aula ao chamar atenção da turma sobre o comportamento que haviam tendo, um aluno se destacou debochando ao dar os pêsames do falecimento de minha filha, dando gargalhadas, o ID ( o impulso instintivo)  mandou que eu desse um tapa nele, porém o Superego fez seleção , barrou o impulso e recalcou (o ID)eu respirei, sai da sala e tudo foi resolvido.

Escrita Coletiva...Cooperação e Colaboração


A interdisciplina de SI2 propôs uma Escrita Coletiva. Uma atividade diferente, desafiadora, pois implicava ouvir o outro, suas ideias e opiniões, e estar atento ao processo de elaboração do texto. Ou seja, a cooperação e a colaboração do grupo, foram bem importantes, assim como o processo de construção da escrita que exige uma organização coerente das ideias para que os outros compreendam o que se pretende comunicar. E o resultado não poderia ser outro!


     A FESTA DOS BICHOS

     Um belo dia ao amanhecer um macaco chamado Simão levou um baita susto quando acordou e viu seu rabo pelado igual galinha depenada, seus olhos ficaram arregalados e seu cabelo arrepiado. Ele pensou... e pensou...  mas achou que ainda estava sonhando, ou que era efeito das tequilas que tomou na Festa dos Bichos.

     Achando que era só impressão, saiu tranquilamente na rua. Mal sabia ele que a festa dos Bichos ainda não havia acabado. Quando enxergaram Simão com o rabo pelado os bichos que estavam mais próximos começaram a rir e foi se espalhando a notícia e a gargalhada foi geral. Mais do que depressa Simão disse:
     - Do que estão rindo? Esqueceram que vou ser assessor do prefeito?
     O silêncio foi unânime até que Dona Uga, a tartaruga disse:
     - Eu é que não vou pagar salário para assessor que trabalha pelado!
     A gargalhada foi geral... Coitado do Simão. Colocou o rabo entre as pernas e cabisbaixo foi embora.
     Enquanto voltava para casa, caminhando pelas ruas da cidade, tentando desviar das cascas de banana espalhadas pelo chão, Simão se perguntava: "-Mas quem teria feito isso comigo?" Pela cabeça de Simão, passavam vários suspeitos do ato de covardia cometido contra ele. Teria sido a Tartaruga arrogante que acabara de encontrar? Teria sido o Elefante, que sempre era tão simpático com ele quando se encontravam? Teria sido a Cobra, esquiva e escorregável. É verdade que o Papagaio falava demais, mas depenar o rabo de um amigo? A Zebra, todos sabiam, tinha dupla personalidade. O Crocodilo era um tanto nervoso e inseguro. A Girafa achava que o pescoço dele era muito curto. E se tivesse sido o prefeito Leão? A verdade é que, motivo, todos tinham. A Tartaruga invejava seu estilo rápido de se movimentar. O Elefante queria ter sua forma física. A Cobra gostava de dar o bote em qualquer um. O Papagaio andava quieto demais. Na Zebra, não dava para confiar, num dia era amiga, no outro, inimiga. O Crocodilo nunca conseguia pegá-lo quando nadava. A Girafa tinha complexo de pescoçuda. O prefeito Leão, não, seria trair um amigo? Traição de amigo é coisa que dói demais. Tião já suspeitava da própria sombra quando escorregou numa casca de banana...
      ...Ohohohohohoh...-saiam da frenteeeeee, estou escorregandooooo e nesse momento aparece o elefante e boom, Simão bate no peito dele e vai e deslizando até o chão, caindo de cara em algo melequento, marrom, com um cheiro esquisito, - aaarghh!!- o que será isso?? o elefante se assustou com o grito de Simão e saiu correndo rua a fora, pois todo mundo sabe, ele tem medo de rato e foi isso que ele pensou quando ouviu os gritos de Simão. Quando ele levantou do chão estava com toda aquela substância grudada nele, se atirou no chão novamente, rolava para um lado,rolava para outro e nada do grude sair, quanto mais rolava, muitas coisas grudavam nele, rolou,rolou, rolou e splash caiu dentro de uma poça de água e molhou o rabo pelado. De repente levanta a cabeça e vê todos os bichos olhando para ele, então levanta do chão meio confuso e tonto de tanto rolar prá lá e prá cá, já nem sabe se é Tião ou Simão, indignado olha para todos e diz: -além de estar com o rabo pelado e molhado, escorregar na casca de banana, ainda estou com essa meleca marrom grudada em mim que parece...
     Simão faz uma pausa, arregala os olhos e pensa "cera de abelha! .Será mesmo que Abel a abelha teria feito aquilo com seu rabo?". Ele tinha visto ela voando por ali toda apressada, toda atrapalhada levado potes e potes de cera de abelha. Então Simão todo corajoso resolveu ignorar todos os bichos que estavam lhe olhando com cara de nojo e rindo de sua situação e foi tirar satisfação com a abelha Abel.         Quando o viu todo melecado Abel ficou espantada.
    - Mas o que aconteceu com você caro amigo? Abel perguntou
    - Amigo? Não tente disfarçar abelha e descobri tudo! Você fez isso com meu rabo!
    - Eu!!!! Mas como se estou toda atrapalhada com minhas encomendas de cera de abelha? Não parei um minuto, estou por aí feito doida voando de um lado para outro, e para ajudar deixei cair alguns vidros por aí, e acho que você de ter encontrado um deles.
     - Sim! E agora o que eu faço? Estou todo melecado! Cheio de coisas grudadas!
     Toda prestativa e preocupada Abel começou a ajudar o macaco Simão descolando uma coisa de cada vez, mas cada vez que puxava um objeto um pouco do pelo de Simão vinha junto. Era um "ai, ai, ai danado" e a bicharada começou a ficar curiosa, se reuniram em volta da árvore da Abel para ver o que estava acontecendo. 
      O macaco Simão viu-se num beco sem saída: todos os bichos da floresta eram suspeitos e ninguém iria se acusar. A Festa dos Bichos acabou se tornando o início de um tormento sem fim! Primeiro o rabo pelado, depois a melecada!
      - Sem fim, nada! Bradou George, o monarca da dinastia Simões. George era o macaco chefe, o "manda-chuva" dos macacos naquelas bandas, e era sempre decisivo nas questões de sua "macacada". E tomou uma sábia decisão:
       - Tive uma ideia, Simão: finja-se de doente, acamado e frágil. Convidaremos os bichos suspeitos para uma visita e você, "prestes a bater as botas", faça seu último pedido e descubra o autor desta pataquada toda.
       E por falar em pataquada, cadê o pato Lino, sumido desde a festa? Hummmm, muito suspeito. Mas lá foi Simão, cair de cama.
      Além disso ,como Simão estava ficando com várias falhas em seu corpinho ao arrancar o mel, Abel teve outra ideia, que seria fazer uma depilação , deixá-lo lisinho lisinho , assim acabaria o transtorno ocorrido .
     Como a bicharada estava espiando em volta das arvores para ver o resultado...

      Surpresa...Um novo Abel apareceu lisérrimo, meio encabulado ,mas começando a gostar da situação onde iria economizar tempo em seus banhos matinais .

      A reação da bicharada não foi outra...caíram na gargalhada... 
      Abel não se deu por vencida, apesar das gargalhadas que ecoaram pela floresta. Sabia que Simão dependia dela neste momento e que George confiou nela para elucidar o caso da "meleca fatal".
     Tendo um trunfo nas mãos, Simão propôs aos cúmplices que chamassem o prefeito anunciando a morte iminente do futuro assessor. George ficaria responsável por chamar o prefeito com a gravidade solene que a hora exigia e Abel estaria à beira da cama que acolheria Simão até o último suspiro.
      Então Simão com o corpo completamente pelado, depois de gritar até ficar rouco enquanto fazia depilação a cera de abelha que a própria Abel forneceu, deita-se sobre um amontoado de folhas. Enquanto isso George foi atrás do prefeito e Abel auxilia Simão enquanto  prepara a voz para quando o prefeito estiver se aproximando, poder fingir-se de "quase morto"dando longos suspiros, entrecortados por gritos de dor e lamento.
     O prefeito fica consternado e corre com George para as últimas despedidas do ex-futuro assessor para assuntos aleatórios, aqueles que ninguém sabe qual o projeto, investimento.
      Mas o que foi que Simão, George e Abel pretendiam com a vinda do prefeito? Pois nada mais, nada menos do que motivar o prefeito a vociferar "quem foi que levou à morte meu ex-futuro assessor?" 
      Deitado entre folhas, fingindo de morto, Simão tentava “parecer” morto. Não era fácil para ele... Sempre tão ágil, rápido, ativo, correndo, saltitante, entre galhos e paralelepípedos da cidade. De olhos fechados, tentando ser o melhor morto que podia, Simão Tião ouvia o lamento da bicharada:
“     -Eu sempre quis ser como ele, magro e elegante.”-disse o Elefante
“     -Amigo querido! Quem vai comer as frutas do meu balaio?” -disse o Papagaio
     “-Vou beber por ele toda essa garrafa.” -disse a Girafa
     “-Tão jovem, não tinha uma verruga.”-disse a Tartaruga
“      -Nem agora o cara se dobra.”-disse com pena a Cobra
“      -Era um cara tão fino”-disse o Pato Lino
“       -No futebol, era bom de quebra.”- disse a Zebra
“       -Contei  a ele muitos segredos. Mas ele sabia manter sigilo.”-disse o Crocodilo
“       -Ele era para mim como se fosse um irmão.” -disse o prefeito  Leão
“       - Ele gostava tanto de comer banana com mel.”-disse a abelha Abel
        “-Silêncio. Rezemos. Ele era devoto de São Jorge.”-disse o macaco George.
         -São Jorge das folhas verdes, ajudai Simão a entrar no céu. E todos juntos disseram -Amém.
         E assim Simão lá em baixo das folhas , fingindo-se de morto, suando bicas de tão nervoso, de repente houve-se sons estranhos, -pum, puuuuummmm! Todos se olharam desconfiados e começou aquela discussão. -Quem foi, não foi eu, disse o papagaio.
        -Acho que foi a zebra, disse o crocrodilo! E a discussão segue por alguns momentos, até que o prefeito furioso grita: -Chegaaaaa. Grita o prefeito. - Não interessa quem foi. estamos aqui para nos despedir do meu amigo irmão.
        -Coitado além do rabo pelado , acho que ele está fedendo também.
         Indignado Simão levanta de baixo das folhas furioso:-grrrrrrrrrrrrrrrr, o que vocês estão pensando? Todos olharam para ele, meio que curiosos e espantados, passado o susto. começaram a correr apavorados, cada um para um lado, gritando :- socorrooooooooooooooooo...
         Simão, ou será que é Tião....isso agora não importa vamos deixar para outro momento....voltando ao corre, corre, cada um correu para um lado diferente. E Simão ficou ali, parado, sem saber o que fazer, e agora não descobri nada.
         -Continuo com o rabo pelado, essa meleca ainda grudada em mim, que não sai. ahaha já sei vou...falar com aquela que tudo vê, que tudo sabe, a coruja Sabrina que está sempre na janela.
         Então lá se foi o Simão para casa de Sabrina.
         -Sabrina, Sabrina preciso saber quem fez isso comigo! Você sabe? Me conta! Não aguento mais, preciso tomar uma providência.
        - Meu querido Simão eu realmente não sei, estava fora esses dias, estava num curso preparatório para o Halloween, a única coisa que eu sei é que a bicharada da fula da vida com você. Eles descobriram o plano que George e Abel bolaram com você e agora estão te caçando, você precisa se esconder!
        E agora! Pensou Simão. To lascado! Como vou me esconder? Sou um macaco pelado, todo mundo vai me notar, assim logo-logo vão me encontrar. Preciso de um disfarce! Achou um punhado de penas e colou pelo corpo que ainda tinha um pouco da meleca.
       -Meu Deus no que eu estava pensando? Isso ficou um horror! Meio macaco meio galinha, preciso de outra coisa.
       Logo em frente Simão avistou um terno, vestiu, penteou os poucos pêlos e cabelos que restavam na cabeça e....
        E mesmo assim, Simão não gostou do que estava vendo.Um macaco com penas, não,não era o que ele gostaria, todos o iriam reconhecer.
        Assim como se aproximava-se o baile de Haloween, resolveu fantasiar-se de múmia, pensou, todo enrolado ninguém iria lhe reconhecer.
                                                          
        E assim se fez, um novo macaco, múmia ressurgida, pelo menos por tempo determinado depois pensaria em algo que mudasse o visual até seus pelos crescerem novamente. Logo a bicharada começa a escolher suas fantasias, e as preparações para a grande festa...
        Quem sabe uma mágica acontecesse ,neste baile uma bruxinha do bem poderia aparecer e lhe dar um "VALE BELEZA", Simão voltaria a ser um lindo macaquinho.
        Mas a bruxinha do bem estava em outra história fazendo hora extra, e quem fez a mágica foi a fada Crisálida, a mais linda e colorida borboleta da floresta. Era especialista em casos de transformação, tipo 'o antes e o depois', e sabia tudo sobre metamorfose pessoal.
        Chamou Simão para uma consulta sem compromisso acerca do tão sonhado vale beleza, pois a abelha Abel e George o inscreveram no programa. Ao entrar no consultório recebeu diversas fantasias para provar, mas a que mais combinou com Simão foi de... macaco peludo.
       Simão saiu dando rodopios. Era tudo o que ele queria neste momento. O prefeito havia dado um ultimato: ou ele se apresentava como macaco peludo e tal e coisa, ou seria exonerado do cargo. Saiu em disparada chamando...-Abel...-George. Vamos! temos que preparar meu fraque para a posse. Abel achando tudo isso um exagero do  macaco do rabo pelado, interrompe Simão e diz:
      - Deixa de bobagem! Capaz que o prefeito vai querer um macaco que até o rabo depilado já teve.-           Pare com isso invejosa, disse George! O prefeito quer Simão como assessor para poder engambelar o povo com suas macaquices.
      Simão novamente põe o rabo entre as pernas. Sentindo-se humilhado, sai cabisbaixo. George sem pensar duas vezes, assume as rédeas de situação e grita a plenos pulmões: - Simão o assessor especial para assuntos aleatórios está pronto para assumir. 
      - Venham! Chamem o prefeito! 
       Simão Tião, “Si” para os íntimos, olhou no espelho. Lá estava ele, arrumado e engomado como no dia do seu casamento. A roupa lhe caía bem. Ele estava bonito. Não... Si mão estava lindo. Simão estava sissi (se sentindo)... No espelho ele via sua imagem refletida. Agora Simão sabia o que era ser Narciso , mas antes que caísse no lago, Simão se deu conta de que algo estava errado. Tudo parecia estar certo, tudo parecia se encaixar perfeitamente. Mas algo não encaixava. Sabe... Como nos romances de Agatha Christie , algo estava fora do lugar. Simão pensou,pensou,pensou... Exatamente  e “ elementar” meu caro leitor,como teria feito o melhor detetive do mundo , Simão descobriu, olhando no espelho que só havia uma coisa errada nessa história toda: Ele.“Esse cara não sou eu.”
       Nossa acho que estou enlouquecendo, parece tema de novela, e assim Simão Tião foi caminhando de um lado para outro, cheio de caraminholas na cabeça: -eu acho que não sou eu. Da meia volta olha-se no espelho novamente e diz: - Bem, bem acho que sim... e nessa ânsia de saber se era ou não era, tudo escurece a sua volta. Sissi aos poucos vai acordando, ele tinha desmaiado de tão nervoso, e agora como descobrir, quem teve a audácia de pelar meu rabo e ainda por cima quer dar um fim na minha vidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...Simão Tião acorda com seu próprio grito.
       -Mas o que é isso? Estou na minha cama!!!
       Simão Tião dá um salto da cama e corre para o banheiro e começa a gritar eufórico:
       -Meu rabo! Meu rabo! Ele está aqui! Esta lindo peludo! Meus pelos estão todos aqui! Tudo não passou de um sonho! Mas que dia é hoje? É o dia que o prefeito Leão vai me anunciar como seu assessor! Que sonho doido! Mas Freud explica:  
 
      Pois é... nem tudo parece ser o que é. Simão estava todo este tempo sonhando ou seja ...tendo um pesadelo profundo parecendo um enredo de filme. Quando acordou olhou-se  no espelho apavorado com o horário, 16:45, ele tinha 15 minutinhos para colocar seu fraque e correr para sua posse onde o prefeito Leão iria anuncia-lo como assessor.Assim, nunca se viu na história um macaco tão determinado para uma assessoria. No horário determinado lá estava Simão, exuberante, todo engomadinho como um pacote de presente recebendo sua nomeação.
    Por essa nem a vidente esperaria...

domingo, 25 de outubro de 2015

Como me alfabetizei!

 Refletindo sobre nossas escolhas....É preciso...


Neste semestre a disciplina de Alfabetização nos surpreendeu trazendo 3 questões que nos fez refletir sobre nossas escolhas profissionais:

1 - Como me alfabetizei;

Minha maior recordação da infância aconteceu no período dos 6 anos, quando fui matriculada no Centro Educacional La Salle, onde entrei para o jardim.
O pouco que me lembro  é de uma turma pequena, onde entre as brincadeiras coloríamos desenhos, fazíamos pinturas e aprendíamos contornando as letras com feijões, areia, bolinhas de papel. Também modelávamos letrinhas adestrando os dedos para a motricidade fina.
No ano seguinte então na 1º série, foi quando realmente comecei a ser alfabetizada. Os livros eram interessantíssimos que a professora utilizava como apoio. Não recordo muito, mas a professora  muitas vezes  me tomava pela mão.  Assim iniciei escrever com a letra bastão e no decorrer do 2º ano já escrevia com letra cursiva, onde foi mais complicado até que consegui a unir as letras e formar palavras. Minha passagem pela alfabetização foi em parte muito divertida apesar das dificuldades. Sempre fui muito incentivada em casa por minha mãe para aprendizado da leitura...
Lembro que sentada em uma cadeirinha preguiçosa enquanto minha mãe me dava ovo quentinho, eu exercitava a leitura, sempre com uma diversidade de livros de historinhas que minha mãe me dava...com a exceção dos gibis, pois dizia que os mesmos não eram de uma leitura adequada ,rs !  
 
2 - Como me vejo enquanto alfabetizadora;

Estou passando por essa experiência este ano tendo a oportunidade de aprender junto com as crianças, em constante avaliação de forma crítica, pois sempre lecionei para o 4º ano.
Posso perceber que o planejamento de minhas aulas devem ter o conhecimento prévio, as experiências dos alunos, e o contexto onde estão inseridos.
Com isso o respeito e a sensibilidade nos vem em primeiro lugar. Quanta responsabilidade em mãos!
Uma novata na alfabetização, onde cheguei com pouco material e tampouco experiência , trabalho cansativo porém gratificante, me realizando aos poucos .
Mudando minha visão sobre o aluno , atenta as necessidades e preferências para então planejar meu trabalho!
Alfabetizar exige muito amor.

3 - Questão que me inquieta.

No início do ano letivo, é preciso o conhecer  e respeitar as diferenças de nossos alunos. Nem sempre a criança tem incentivo da família para o interesse e despertar o gosto da leitura.
É preciso mostrar um mundo sem sair do lugar, através da leitura, cada um com seu tempo iniciando a sua própria viagem, percebendo a cada dia seu crescimento e progressos na aprendizagem. Busco valorizar o que o individuo já sabe, utilizando sua bagagem . A caminhada é longa e difícil.
O que me inquieta é que muitos alunos não tem a oportunidade de alfabetização  na idade certa. O despertar do conhecimento é fantástico e de uma grande responsabilidade. Outra questão que me inquieta é a do meio social, a marginalização em que vivem levando para a escola as consequências da mesma para o aprendizado dificultando ainda mais o processo.