...o processo mais
fundamental de toda conduta de aprendizagem consiste em que o sujeito aprenda a
aprender.(apud Inhelder, Bobet,
Sinclair, 1977,p.116)
O processo de aprendizagem no ser humano começa exatamente ao nascer. Ao
se deparar com um novo contexto de vida, inicia a obrigatoriedade do processo
de aprendizagem ( Charlot, 2000,p.84).
Esse processo envolve questões que vão desde
emoções, contatos, contexto social de hereditariedade, enfim tudo com o que o sujeito interage.
Enquanto professores precisamos aprender como se
aprende e nesse sentido entender “ ...como o sujeito consegue construir e
inventar, e não apenas como ele repete e copia (Piaget,1975,p.88).
Dentro deste contexto o professor deve estar atento
para valorizar as pequenas descobertas e suprir as dúvidas para que o aluno
aprenda com prazer.
O processo de aprendizagem depende do
desenvolvimento do sujeito, então a necessidade do olhar atento do educador
para entender que estádio de desenvolvimento o aluno se encontra, o seu
potencial e assim construir a prática pedagógica.
Conforme Becker, a aprendizagem deve se dar no
contexto de escola laboratório de forma ativa e espontânea de interação,
criação e construção e não de auditório onde prevalece a cópia e a repetição.
Material de apoio: Aprendizagem Humana: Processo de
Construção,F ernando Becker, Tânia Beatriz Iwaszko Marques
domingo, 8 de outubro de 2017
REFLEXÃO-PROFESSOR E ÉTICA
“A
reflexão ética traz a luz a discussão
sobre a liberdade de escolha. A ética interroga sobre a legitimidade de
práticas e valores consagrados pela tradição e pelo costume. Abrange tanto a
crítica das relações entre os grupos, dos grupos nas instituições e perante
elas, quanto a dimensão das ações pessoais”(p.29,30)
A
interdisciplina Filosofia da Educação em
sua terceira semana nos levou a reflexão com o vídeo “Ética e Filosofia” de
Márcia Tiburie e o texto ” A aprendizagem na arte de viver” da autora Nadja
Hermann.
Entendemos
que ética é o modo como nos conduzimos
ao nos relacionarmos com os grupos, o respeito, a consideração, a educação que
manifestamos com o outro através das ações, das atitudes demonstradas no
cotidiano.
A
ética deve ser exercida não como obrigação mas como manifestação natural de
humanidade e respeito pelo outro, não só no ambiente escolar, exercendo-a como
regra de civilidade, consideração e amor.
Tanto
se fala em ética mas na verdade agir
eticamente requer bons princípios não apenas avista de outros para sermos
aplaudidos, quando na realidade escondemos a outra face do que somos.
A
ética requer pensar o outro. É fazer ao(s) outro(s) o que desejamos que nos
façam.
O
professor, como educador, é aquele que consegue dizer sem falar, mas que, se
for necessário, usa também as palavras. Assim deve ser o professor ético.
Referencias:
TIBURI, Márcia Vídeo ' Filosofia e ética".https://www.youtube.com/watch?v=9jsRUafEV9A
HERMANN, Nadja. Testo " A Aprendizagem na Arte de Viver".https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2168220/mod_resource/content/2/texto%20Nadia%20Hermann.pdf
MITOS
E PRECONCEITOS SOBRE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Apesar
de a luta não ser nova, ainda vivenciamos preconceitos e discriminações,
principalmente pelos significativamente diferentes de forma a afetar até seus
direitos como cidadãos, ou o próprio direito a vida. Muitas das vezes acarretam
até sequelas psicológicas e deixam marcas que poderão acompanhar a pessoa com
deficiência pela vida a fora.
Contudo
a colocação da autora do texto Ligia Assumpção Amaral, vislumbra um raio de luz
prenunciando a possibilidade de mudanças. Diz a autora:
“... Pode se pensar a anormalidade
de forma inovadora:
não mais e somente como
patologia...mas como
expressão da diversidade da
natureza
e da condição humana...”
Como
professores, na convivência, no dia a dia escolar, cabe-nos abrir caminhos,
derrubar barreiras e incentivar as potencialidades individuais, mudando o modo
de ver a criança com deficiência. Derrubando mitos alimentados pela sociedade
desde sempre.
A
autora fala de crocodilos nomeando-os de: “ preconceitos” que como a própria
palavra diz: é um pré- conceito alimentado pela ignorância, pela falta de
conhecimento. O “ estereótipo “ que a generalização do deficiente; se um é
incapaz todos os são. E ainda nomeando crocodilos, o “ estigma”, as marcas
delegadas pela “ generalização indevida, quando rotulamos as pessoas com
deficiência como “ ineficientes globais. Esse é um mito que alimentamos e
podemos propagar no ambiente escolar.
Quanto
ao “contagio osmótico” e as “barreiras atitudinais” dizem respeito ao conceito
pré-formulado, creio mais individual, tendo bastante a ver com a discriminação.
Acredito
que a maneira que nós a maioria das pessoas, temos de amenizar aquele
“incomodo” sentido no convívio em sala de aula é de super proteger vendo no
deficiente “coitadinho”.
A
verdade é que enterrar a cabeça na areia como o avestruz não acrescenta conhecimento
em nada para auxiliar ao significativamente diferente, no caso : no convívio
escolar.
Como
educadores a ideia que o deficiente é incapaz, deve ser erradicada, nos
adequando a diversidade, derrubando preconceitos a fim de proporcionar
igualdade integração e aprendizagem, sabendo que cada sujeito tem suas
peculiaridades e que a criança com deficiência pode e deve ser olhada como
sendo apenas diferente num universo de igualdade.
A
história da autora que é deficiente, nos mostra ser perfeitamente possível a
inclusão escolar, buscando-se as devidas adequações e, acima de tudo, o
professor deve promover a integração encontrando maneiras de trabalhar com cada
um, mas que isso seja olhado com naturalidade para que a inserção se dê de
forma que a criança se sinta aceita como ela é. Exemplo excelente é a história
da autora; ela se sentia respeitada e amada ocupando o seu lugar que lhe era de
direito, no pedacinho de universo que é a escola. Ela ocupava o seu lugar. Não
era discriminada pela sua condição física.
“...Que
esta reflexão possa levar a eventuais questionamentos sobre o
saber e o fazer
que adquirem vida e plasticidade no cotidiano do contexto educacional.”
REFERÊNCIA:
AMARAL,
Ligia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas,
preconceitos e superação. In: AQUINO,
Julio Groppa (org.). Diferenças e
preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus,
1998.
Todo preconceito tem sua origem no lar, através do relacionamento com pais e familiares.
Muitas vezes uma observação feita sem grande intencionalidade pode ser o desencadeador de ideias e atitudes de pré-conceito podendo afetar o desenvolvimento da criança, criando desde um sentimento de insegurança, fazendo dela um incapaz ou então inculcando nela ideias preconceituosas e racistas. No dia a dia surgem observações que arraigadas desde a infância poderão provocar estragos, levar a distorções na visão e interpretação da realidade.
Em sala de aula levantei uma questão que poderia se chamar insignificante: homem chora?
Pensamento fortemente machista e preconceituoso que leva a ideia que as mulheres choram porque são fracas.
As respostas foram pouco divididas, a maioria dos alunos e inclusive alunas disseram que quem chora são as mulheres.
São pensamento que vão passando de pessoas a pessoas, que parecem até bobos ms a realidade é que o preconceito se origina do pré-conceito, falta de conhecimento, observações e atitudes precipitadas que vão formando uma rede que ao final pode aprisionar e destruir uma pessoa.
Utilizei a história de Sônia Rosa " O menino Nito" que para obedecer ao pai que o proibira de chorar, dizendo que homem não chora. Nito começou a engolir seu choros. E tanto engoliu de choro que começou a ficar triste. E no final acabou doente.
Preocupados os pais chamaram o médico que receitou o remédio: o menino precisava "desachorar".
E tanto desachorou que mãe pai e até o médico choraram.
O consenso entre meus alunos no final da discussão foi de que a ideia de que o homem não chora é um preconceito e que alem disso por não extravasar os sentimentos acabam prejudicando a saúde, E que as pessoas são diferentes umas das outras mas as diferenças devem ser respeitadas.
Referências: Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais ( Glossário p.179, Rosa, Sônia. O menino Nito, afinal homem chora? Rio de Janeiro, Pallas.)
domingo, 24 de setembro de 2017
Retrospectiva Histórica
O texto: História geral do atendimento a pessoas com deficiência, ampliou minha visão com
relação ao tema, pois confesso que sabia quase nada sobre o assunto.
No Brasil, hoje muitas pessoas ainda são discriminadas por serem portadoras de alguma deficiência.
Marginalizados, inabilitados ao trabalho e a aprendizagem, são privados de liberdade por causa da
estrutura da nossa sociedade.
Ações isoladas tem sido efetuadas da parte de educadores e pais com a finalidade de promover a
inclusão nas escolas de deficientes ou portadores de necessidades especiais, promovendo o resgate
da dignidade e respeito humano a que têm direito, seu pleno desenvolvimento e acessibilidade aos
recursos sociais que ainda são pequenos.
Nacional e internacionalmente existem movimentos que trabalham para que se tenha uma política
definitivamente aberta a educação inclusiva regular.
" A Constituição Federal de 1988 estabelece que a educação é direito de todos, garantindo
atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente
na escola regular."
A realidade é de que as escolas não estão preparadas, não tem estruturação física e profissional para
receber os portadores de deficiência.
Ao ler o texto pode-se perceber no entanto, que através da história, os movimentos e as lutas não
foram infrutíferas, e mesmo ao ver ao vídeo foi de grande importância a década de 70, ao se iniciar
o movimento de pessoas com deficiência tendo então como o que um " acordar" e pessoas com
deficiência começaram a falar por si mesmas; começaram a ser vistas e ouvidas.
Houveram avanços mas apesar de seus direitos serem assegurados pela Constituição, muito temos
ainda para fazer principalmente em se falando de educação.
Bibliografia: História Geral do Atendimento á pessoa com deficiência.
Quando
notícias chegam a nós já diluidas despojadas de sentido e sentimento, sem
percebermos reagimos com naturalidade, tornamo-nos meros expectadores frios e
endurecidos.
Falar sobre intolerância
religiosa nos remete ao passado e constatamos que ela sempre esteve relacionada
a disputas e poder, quando religião e política, Estado e Igreja estiveram
unidas sempre provocaram grandes tragédias.
O controle da massa se
torna mais fácil, quando Estado e Igreja se unem na crença de um Deus único e
acaba prevalecendo o poder pela manipulação da religiosidade.
Tomas de Aquino criador
da escolástica que tinha como base a sujeição da política aos ditames da igreja
católica, teve em John Locke, filósofo inglês, seu opositor e que defendia a
separação entre Estado e Igreja.
Para defender seu
pensamento sobre tolerância religiosa disse Locke que:
"Se houvesse apenas uma religião verdadeira, uma única via
para o céu
que esperança haveria que a maioria
dos homens a alcançasse, se os
mortais fossem obrigados a ignorar os
ditames de sua própria razão e consciência e cegamente
aceitassem as doutrinas impostas por seu príncipe,
e
cultuar Deus na maneira formulada pelas leis de seu país .(
LOCKE,1978, P.6)
O
que ele quis dizer é que: a base da tolerância está na relação dos estados
laicos e a religião, é sustentada pelo respeito as diferenças de opinião, expressão
e a individualidade.
Conforme a Constituição
Federal 1998, o Brasil é definido como estado laico, Igreja e Estado ficam
oficialmente separados, sendo considerado crime a discriminação religiosa pela
Lei 7716 de 1989.
É bem verdade que, no
dia a dia, ocorrem discriminação e intolerância e que a hipocrisia e as
revoltas são seu fruto e crescentes.
Pautamos nossos valores
no " ter" e não no " ser". E é o que está gerando uma
sociedade indiferente, individualista e egoísta. Acredito que o remédio para
esse mal está na educação.
Sempre é bom recomeçar, e principalmente quando fomentamos expectativas de crescimento e aprendizado.
Mais disciplinas, mais tijolinhos no alicerce da construção do conhecimento, no fortalecimento do que buscamos com referência na profissão e crescimento individual e social.
Eixo - VI...bem - vindo e que tenhamos bom aproveitamento, crendo que o pior já passou e o melhor está por vir.