quinta-feira, 2 de novembro de 2017



APRENDIZAGEM

...o processo mais fundamental de toda conduta de aprendizagem consiste em que o sujeito aprenda a aprender.(apud  Inhelder, Bobet, Sinclair, 1977,p.116)

O processo de aprendizagem  no ser humano começa exatamente ao nascer. Ao se deparar com um novo contexto de vida, inicia a obrigatoriedade do processo de aprendizagem ( Charlot, 2000,p.84).
Esse processo envolve questões que vão desde emoções, contatos, contexto social de hereditariedade,  enfim tudo com o que o sujeito interage.
Enquanto professores precisamos aprender como se aprende e nesse sentido entender “ ...como o sujeito consegue construir e inventar, e não apenas como ele repete e copia (Piaget,1975,p.88).
Dentro deste contexto o professor deve estar atento para valorizar as pequenas descobertas e suprir as dúvidas para que o aluno aprenda com prazer.
O processo de aprendizagem depende do desenvolvimento do sujeito, então a necessidade do olhar atento do educador para entender que estádio de desenvolvimento o aluno se encontra, o seu potencial e assim construir a prática pedagógica.
Conforme Becker, a aprendizagem deve se dar no contexto de escola laboratório de forma ativa e espontânea de interação, criação e construção e não de auditório onde prevalece a cópia e a repetição.


Material de apoio: Aprendizagem Humana: Processo de Construção,F ernando Becker, Tânia Beatriz Iwaszko Marques

domingo, 8 de outubro de 2017


                                              REFLEXÃO-PROFESSOR E ÉTICA

“A reflexão  ética traz a luz a discussão sobre a liberdade de escolha. A ética interroga sobre a legitimidade de práticas e valores consagrados pela tradição e pelo costume. Abrange tanto a crítica das relações entre os grupos, dos grupos nas instituições e perante elas, quanto a dimensão das ações pessoais”(p.29,30)

A interdisciplina  Filosofia da Educação em sua terceira semana nos levou a reflexão com o vídeo “Ética e Filosofia” de Márcia Tiburie e o texto ” A aprendizagem na arte de viver” da autora Nadja Hermann.
Entendemos que ética  é o modo como nos conduzimos ao nos relacionarmos com os grupos, o respeito, a consideração, a educação que manifestamos com o outro através das ações, das atitudes demonstradas no cotidiano.
A ética deve ser exercida não como obrigação mas como manifestação natural de humanidade e respeito pelo outro, não só no ambiente escolar, exercendo-a como regra de civilidade, consideração e amor.
Tanto se fala em ética mas  na verdade agir eticamente requer bons princípios não apenas avista de outros para sermos aplaudidos, quando na realidade escondemos a outra face do que somos.
A ética requer pensar o outro. É fazer ao(s) outro(s) o que desejamos que nos façam.

O professor, como educador, é aquele que consegue dizer sem falar, mas que, se for necessário, usa também as palavras. Assim deve ser o professor ético.

       
     
          Referencias:
         TIBURI, Márcia Vídeo ' Filosofia e ética".https://www.youtube.com/watch?v=9jsRUafEV9A

        HERMANN, Nadja. Testo " A Aprendizagem na Arte de Viver".https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2168220/mod_resource/content/2/texto%20Nadia%20Hermann.pdf

MITOS E PRECONCEITOS SOBRE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA.






MITOS E PRECONCEITOS SOBRE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Apesar de a luta não ser nova, ainda vivenciamos preconceitos e discriminações, principalmente pelos significativamente diferentes de forma a afetar até seus direitos como cidadãos, ou o próprio direito a vida. Muitas das vezes acarretam até sequelas psicológicas e deixam marcas que poderão acompanhar a pessoa com deficiência pela vida a fora.
Contudo a colocação da autora do texto Ligia Assumpção Amaral, vislumbra um raio de luz prenunciando a possibilidade de mudanças. Diz a autora:

“... Pode se pensar a anormalidade de forma inovadora:
não mais e somente como patologia...mas como
expressão da diversidade da natureza
e da condição humana...”

Como professores, na convivência, no dia a dia escolar, cabe-nos abrir caminhos, derrubar barreiras e incentivar as potencialidades individuais, mudando o modo de ver a criança com deficiência. Derrubando mitos alimentados pela sociedade desde sempre.
A autora fala de crocodilos nomeando-os de: “ preconceitos” que como a própria palavra diz: é um pré- conceito alimentado pela ignorância, pela falta de conhecimento. O “ estereótipo “ que a generalização do deficiente; se um é incapaz todos os são. E ainda nomeando crocodilos, o “ estigma”, as marcas delegadas pela “ generalização indevida, quando rotulamos as pessoas com deficiência como “ ineficientes globais. Esse é um mito que alimentamos e podemos propagar no ambiente escolar.
Quanto ao “contagio osmótico” e as “barreiras atitudinais” dizem respeito ao conceito pré-formulado, creio mais individual, tendo bastante a ver com a discriminação.
Acredito que a maneira que nós a maioria das pessoas, temos de amenizar aquele “incomodo” sentido no convívio em sala de aula é de super proteger vendo no deficiente “coitadinho”.
A verdade é que enterrar a cabeça na areia como o avestruz não acrescenta conhecimento em nada para auxiliar ao significativamente diferente, no caso : no convívio escolar.
Como educadores a ideia que o deficiente é incapaz, deve ser erradicada, nos adequando a diversidade, derrubando preconceitos a fim de proporcionar igualdade integração e aprendizagem, sabendo que cada sujeito tem suas peculiaridades e que a criança com deficiência pode e deve ser olhada como sendo apenas diferente num universo de igualdade.
A história da autora que é deficiente, nos mostra ser perfeitamente possível a inclusão escolar, buscando-se as devidas adequações e, acima de tudo, o professor deve promover a integração encontrando maneiras de trabalhar com cada um, mas que isso seja olhado com naturalidade para que a inserção se dê de forma que a criança se sinta aceita como ela é. Exemplo excelente é a história da autora; ela se sentia respeitada e amada ocupando o seu lugar que lhe era de direito, no pedacinho de universo que é a escola. Ela ocupava o seu lugar. Não era discriminada pela sua condição física.


“...Que esta reflexão possa levar a eventuais questionamentos sobre o
 saber e o fazer que adquirem vida e plasticidade no cotidiano do contexto educacional.”


REFERÊNCIA:
AMARAL, Ligia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação.  In: AQUINO, Julio Groppa (org.).  Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998.
https://www.youtube.com/watch?v=V2ejcpp7ibg (Quem é o verdadeiro deficiente?)  

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

                                                            Desmistificando tabus...


 Todo preconceito tem sua origem no lar, através do relacionamento com pais e familiares.
  Muitas vezes uma observação feita sem grande intencionalidade pode ser o desencadeador de ideias e atitudes de pré-conceito podendo afetar o desenvolvimento da criança, criando desde um sentimento de insegurança, fazendo dela um incapaz ou então inculcando nela ideias preconceituosas e racistas. No dia a dia surgem observações que arraigadas desde a infância poderão provocar estragos, levar a distorções na visão e interpretação da realidade.
  Em sala de aula levantei uma questão que poderia se chamar insignificante: homem chora?
  Pensamento fortemente machista e preconceituoso que leva a ideia que as mulheres choram porque são fracas.
  As respostas foram pouco divididas, a maioria dos alunos e inclusive alunas disseram que quem chora são as mulheres.
  São pensamento que vão passando de pessoas a pessoas, que parecem até bobos ms a realidade é que o preconceito se origina do pré-conceito, falta de conhecimento, observações e atitudes precipitadas que vão formando uma rede que ao final pode aprisionar e destruir uma pessoa.
  Utilizei a história de Sônia Rosa " O menino Nito" que para obedecer ao pai que o proibira de chorar, dizendo que homem não chora. Nito começou a engolir seu choros. E tanto engoliu de choro que começou a ficar triste. E no final acabou doente.
  Preocupados os pais chamaram o médico que receitou o remédio: o menino precisava "desachorar".
  E tanto desachorou que mãe pai e até o médico choraram.
  O consenso entre meus alunos no final da discussão foi de que a ideia de que o homem não chora é um preconceito e que alem disso por não extravasar os sentimentos acabam prejudicando a saúde, E que as pessoas são diferentes umas das outras mas as diferenças  devem ser respeitadas.



         Referências: Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais ( Glossário p.179, Rosa, Sônia. O menino Nito, afinal homem chora? Rio de Janeiro, Pallas.)
                             

domingo, 24 de setembro de 2017














Retrospectiva Histórica

O texto: História geral do atendimento a pessoas com deficiência, ampliou minha visão com 
   relação ao tema, pois confesso que sabia quase nada sobre o assunto.
No Brasil, hoje muitas pessoas ainda são discriminadas por serem portadoras de alguma deficiência.
Marginalizados, inabilitados ao trabalho  e a aprendizagem, são privados de liberdade por causa da
  estrutura da nossa sociedade.
Ações isoladas tem sido efetuadas da parte de educadores e pais com a finalidade de promover a
 inclusão nas escolas de deficientes ou portadores de necessidades especiais, promovendo o resgate 
 da dignidade e respeito humano a que têm direito, seu pleno desenvolvimento e acessibilidade aos 
 recursos sociais que ainda são pequenos.
Nacional e internacionalmente existem movimentos que trabalham para que se tenha uma política
 definitivamente aberta a educação inclusiva regular.
" A Constituição Federal de 1988 estabelece que a educação é direito de todos, garantindo
  atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente 
  na escola regular."
A realidade é de que as escolas não estão preparadas, não tem estruturação física e profissional para 
  receber os portadores de deficiência.
Ao ler o texto pode-se perceber no entanto, que através da história, os movimentos e as lutas não 
  foram infrutíferas, e mesmo ao ver ao vídeo foi de grande importância a década de 70, ao se iniciar
  o movimento de pessoas com deficiência tendo então como o que um " acordar" e pessoas com 
  deficiência começaram a falar por si mesmas; começaram a ser vistas e ouvidas.
Houveram avanços mas apesar de seus direitos serem assegurados pela Constituição, muito temos
  ainda para fazer principalmente em se falando de educação.


Bibliografia: História Geral do Atendimento á pessoa com deficiência.

domingo, 17 de setembro de 2017

Preconceito

                                               Falando sobre intolerância
                                                     

           Quando notícias chegam a nós já diluidas despojadas de sentido e sentimento, sem percebermos reagimos com naturalidade, tornamo-nos meros expectadores frios e endurecidos.
           Falar sobre intolerância religiosa nos remete ao passado e constatamos que ela sempre esteve relacionada a disputas e poder, quando religião e política, Estado e Igreja estiveram unidas sempre provocaram grandes tragédias.
           O controle da massa se torna mais fácil, quando Estado e Igreja se unem na crença de um Deus único e acaba prevalecendo o poder pela manipulação da religiosidade.
           Tomas de Aquino criador da escolástica que tinha como base a sujeição da política aos ditames da igreja católica, teve em John Locke, filósofo inglês, seu opositor e que defendia a separação entre Estado e Igreja.
           Para defender seu pensamento sobre tolerância religiosa disse Locke que:


                                              "Se houvesse apenas uma religião verdadeira, uma única via para o céu                    
                                                         que esperança haveria que a maioria dos homens a alcançasse, se os                   
                                                                                mortais fossem obrigados a ignorar os ditames de sua própria razão e consciência e cegamente 
          aceitassem as doutrinas impostas por seu príncipe, e
                                                   cultuar Deus na maneira formulada pelas leis de seu país .( LOCKE,1978, P.6)



            O que ele quis dizer é que: a base da tolerância está na relação dos estados laicos e a religião, é sustentada pelo respeito as diferenças de opinião, expressão e a individualidade.
            Conforme a Constituição Federal 1998, o Brasil é definido como estado laico, Igreja e Estado ficam oficialmente separados, sendo considerado crime a discriminação religiosa pela Lei 7716 de 1989.
            É bem verdade que, no dia a dia, ocorrem discriminação e intolerância e que a hipocrisia e as revoltas são seu fruto e crescentes.
            Pautamos nossos valores no " ter" e não no " ser". E é o que está gerando uma sociedade indiferente, individualista e egoísta. Acredito que o remédio para esse mal está na educação.


                         Referencias:
                         https://robertofochi.jurisbrasil.com.br 
                     www.planalto.gov.br.2007.lei11.635
                     Locke,John,Carta acerca da tolerância.abril cultural
                     ABDALA,alexandra e outros,2016 Uma abordagem religiosa sobre a intolerãncia religiosa.



domingo, 3 de setembro de 2017

EIXO- VI

                                                         


   Recomeço...

      Sempre é bom recomeçar, e principalmente quando fomentamos expectativas de crescimento e aprendizado.

      Mais disciplinas, mais tijolinhos no alicerce da construção do conhecimento, no fortalecimento do que buscamos com referência na profissão e crescimento individual e social.

      Eixo - VI...bem - vindo e que tenhamos bom aproveitamento, crendo que o pior já passou e o melhor está por vir.

    
Bom aprendizado acadêmico e relacional!

quarta-feira, 19 de julho de 2017


Com o Seminário Integrador foi nos proposto analisar postagens anteriores e ao compartilhar com a colega Cláudia Fontoura, os diversos trabalhos que tínhamos realizados anteriormente, tivemos como desafio analisar os diferentes temas aprofundando nossa criticidade e elaborando com o olhar mais atento as construções e escritas, nos colocando em situações diferentes, como alunos e como professores.
Podemos concluir que a maneira como nos expressamos naquilo que escrevemos pode produzir entendimentos que não são de acordo com o pensamento de quem escreve, causar questionamentos e conclusões não corretas.
O ser reflexivo nos colocando no lugar do leitor, nos permite melhorar nossa escrita.

ESTAMOS NO FINAL DE MAIS UM SEMESTRE...


Estamos no final de mais um semestre e que a tônica foi de reflexão.
Os textos propostos relacionados com a vivência do cotidiano educacional permitindo reconhecer no dia a dia o retrato de poder e força, mostras de autoritarismo que impera, embora mal disfarçados em democracia nas escolas, em todos os meios e em todo nosso país.
Foi também, excelente a reflexão sobre a meta 4 sobre a interdisciplina de PPP. Aprender sobre projetos trouxe nova visão sobre planejamentos, metas e ações.
Compartilhamos os projetos de aprendizagens realizados nas escolas, o que foi edificante e prazeroso perceber como nossos alunos estão sedentos e prontos para aprender e participar das etapas realizadas. Além do que nos foi acrescentado a cada meta da interdisciplina.
Tive muitos percaussos em mais uma etapa do Pead, o que me trouxe muitas dificuldades para elaboração dos trabalhos, mas os "monstros devem ser vencidos e as pedras ultrapassadas."

AULA 05 DE JULHO, Organização do Ensino Fundamental


Na aula presencial da interdisciplina Organização do Ensino Fundamental refletimos sobre Organização e Gestão e suas concepções. Foi nos proposta uma atividade prática em grupo com a representação do gestor, observador e ouvinte.
Tendo o discurso a concepção de Gestão Técnica  Cientifica.
Onde há centralização do poder os ouvintes não podiam opinar tendo que acatar as ordens ou regras determinadas.
Na escola onde atuo, particularmente , vejo que há uma Gestão Democrática participativa muito embora moldada ainda por outras concepções.
Temos um Conselho Escolar e CPM representando a comunidade .
Contudo ainda temos muito a conquistar para que nossas escolas possas ser identificadas como democráticas tendo a participação e a voz da comunidade ouvida.

domingo, 9 de julho de 2017

ESCOLA SEM PRECONCEITO

                                           
                        


                                                ESCOLA SEM PRECONCEITO


                                            "O diferente de nós não é inferior.
                        A intolerância é isso: é o gosto irresistível de se opor as diferenças"
                                                                 Paulo Freire


Vivemos hoje um tempo onde impera o individualismo, a intolerância sob todos os aspectos.
Os meios de comunicação nos dão conta do ressurgimento do racismo, dos preconceitos em todas formas. É a era da globalização dos grandes avanços e conquistas mas também, do desamor da destruição do planeta e também do homem.
É nesse cenário que o educador se depara com novos e grandes desafios, e um deles é a educação para a diversidade a formação de sujeitos capazes de atentar para o diferente, ouvi-lo e respeitá-lo.
Compete a escola buscar novas formas e saberes para as diversidades. O educador precisa estar aberto a esse novo tempo e aprender com o aluno e o universo que o rodeia.


                               "...o professor precisa preparar as crianças para o mundo da diferença e da solidariedade entre diferentes. A escola precisa formar o cidadão para participar de uma sociedade planetária".



O professor deve buscar conhecer o contexto em que vive o aluno e a sua maneira de ver o mundo a fim de que suas atitudes demonstrem aceitação das diferenças.


" A diversidade cultural é a riqueza da humanidade. Para cumprir sua tarefa humanista, a escola precisa mostrar aos alunos, que existem outras culturas além da sua não camuflar os preconceitos mas reconhecer e trabalhar com diversidade, pensando na construção global dos alunos para que aceitem como diferentes e como parte das diferenças .
Precisamos aprender a ver nas diversidades, sejam quais forem, a riqueza da humanidade.




Construindo a escola Cidadã,1998
Moacir Gadotti, texto: Escola cidadã; uma escola, muitas culturas,p. 79
                                    

sexta-feira, 7 de julho de 2017


            
                ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA


A escola onde atuo identifico-a, nas Concepções de Organização e Gestão Escolar de José Carlos Libâneo como sendo democrática participativa apesar de ter algumas características de outras concepções. Mas a ênfase é numa gestão participativa e coletiva através do CPM e do Conselho Escolar, sem excluir a necessidade da coordenação; decisões coletivas através de assembleias e reuniões, há hierarquia nos cargos e funções, mas vejo que:

"Para o efetivo exercício da gestão democrática da escola é necessário capacitar todos os seus segmentos, principalmente pais e alunos, respondendo às exigências dessa prática."

"...seminários, assembleias, debates, encontros, etc...devem ser promovidos para esclarecer a população e contar com sua participação, seja na definição das politicas educacionais, seja na vivência delas na prática cotidiana."


Referência: Projeto Politico-Pedagógico da Escola Cidadã, Moacir Gaddotti, 1998 p.46

Museu de Ciências x Orquestra da Ulbra



Continuando o projeto da interdisciplina de PPA, posso dizer que tem sido gratificante por em prática os ensinos recebidos no PEAD a partir do projeto e perceber que as crianças interagem com mais interesse e prazer.
Durante o semestre tive oportunidade de leva-los a um Concerto da Orquestra da Ulbra em Canoas.
Outro momento também especial foi a visita ao Museu de Ciências e Tecnologias da PUC em Porto Alegre.
Foram dois dos momentos muito especiais que as crianças vibraram.
Vendo-as interagir prazerosamente com coisas que puderam conhecer e aprender quero lembrar a agradecer aos docentes do PEAD por nos levarem a reflexão da importância de tornar o aprendizado prazeroso , agradeço e meus alunos também!

domingo, 2 de julho de 2017

                                                         Monstros Peadianos ( Peadidongo)

Foi super interessante e instrutiva a aula prática das disciplinas Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental proporcionando-nos um ensino dinâmico e muito gostoso, mostrando uma forma divertida de participação frente a dinâmicas e comandos.

A lição: Mesmo frente aos monstros que encontramos podemos tirar boas lições dependendo apenas do modo como o olhamos.

A reeita: Uma cabeça redonda e grande
               Um corpo pequeno e coberto de pelos
               Braços compridos, com mãos pequenas e garras grandes
               Pernas curtas
               Pés grandes e arredondados
               Olho no meio da testa
               Orelhas ponteagudas
               Nariz com narinas quadradas
               Boca grande com dentes falhados

Para pensar: Será esse monstro tão aterrorizador quanto imaginamos?


*Os monstros representam as dificuldades que enfrentamos, problemas que surgem, as pedras que temos de ultrapassar no dia a dia no exercício da profissão, ou como estudante do PEAD.

Para pensar: serão os monstros, as dificuldades que encontramos no dia a dia mais fortes que a decisão de ultrapassa-los e ir em frente?



                                       Conselho escolar


Por meio dos relacionamentos que estabelecemos uns com os outros que exercitamos nossa cidadania. A escola é por excelência um espaço privilegiado de construção de relacionamentos e de convivência entre indivíduos de diferentes grupos.

Na escola é que se processa a emancipação, a formação do individuo, a sua autonomia, onde é moldado o cidadão capaz de fazer acontecer as mudanças necessárias a sociedade.

Ao observar a realidade escolar e social vemos que o exercício da democracia é uma ideia ainda em construção. A prática da democracia, ainda tímida, carece de condições para seu exercício, sendo ainda necessária a conscientização por parte do cidadão.

O Conselho Escolar “é um órgão colegiado representativo da comunidade escolar de natureza deliberativa, construtiva, avaliativa e fiscalizadora”; por isso é necessário que haja conscientização e bom relacionamentos entre escola e conselho.

Segundo Werle (2003,p.70),o conselho será o resultado da sua construção pela comunidade e a representação do relacionamento de seus integrantes. Se os relacionamentos forem de respeito e responsabilidade haverá maior possibilidade de êxito nos projetos a serem desenvolvidos.

Além da conscientização é preciso que se faça capacitação dos representantes para que possam preencher os anseios da comunidade.

Existe ainda o conservadorismo que, camuflado, impede a real participação da sociedade e que por sua vez acaba se omitindo por falta de conhecimento ou por achar que não é de sua competência.

Conforme Ciceski e Romão( 2004,p.67), “um dos pressupostos da Gestão Democrática é a capacitação de todos os segmentos escolares, pois participação exige aprendizado.”

A consciente participação dos representantes da comunidade escolar é que tornará possível o avanço nas conquistas  individuais e sociais.

O Conselho de Educação, bem como os demais colegiados, são importantes para o avanço da democracia, para o avanço no aperfeiçoamento da gestão e dos relacionamentos com a escola e com a comunidade.

Na entrevista realizada com o presidente do Conselho Escolar , observei que a função do Conselho Escolar está mais relacionado com a execução de melhorias na escola, promoção de eventos, arrecadação de fundos e mediação entre pais e escola.

O que foi visto na entrevista e conforme o texto lido ficou claro que “a capacitação é o caminho para a participação mais consciente e cidadã dos representantes da comunidade”.



Bibliografia: Instancias colegiadas: Espaços de participação na gestão democrática da escola pública, Irene de Fátima Galina

Colegiado Escolar, Espaço de participação da comunidade. São Paulo: Cortez, 2003.

CICESKI, Angela Antunes; Romão, José Eustáquio, Conselhos de escola: coletivos intituintes da escola cidadã In GADOTTI, Moacir e ROMÃO, José Eustáquio(orgs). Autonomia da escola: princípios e propostas 6ºed.São Paulo: Cortez.2004.

WERLE, Flávia Obino Correia. Conselhos Escolares: implicações na gestão da Escola Básica .Rio de Janeiro: DP&A,2003.

domingo, 4 de junho de 2017

                                       
Educando para preservar
Ao ouvir essa semana a notícia de que o presidente Trump não vai aderir ao programa para diminuir a emissão de gases na atmosfera, pensei, em que cultura estamos inseridos para que os valores estejam invertidos.
A sociedade atual é individualista, materialista e imediatista. O que importa é a satisfação mais imediata das necessidades e em nome de nossa satisfação estamos destruindo o planeta.
Mudanças,  de comportamento são necessárias.
Buscar conhecer nosso planeta é o primeiro passo para que a visão de mundo seja mudada, a preservação e sobrevivência do planeta possível.
As matas, a água e o ar são os mais afetados precisa haver conscientização para uso desses recursos naturais.
Como parte  do  meu  Projeto Pedagógico trabalhei com os meus alunos na " Semana do meio ambiente" trabalhamos com reciclagem e como foi produtivo e muito prazeroso ver que coisas atiradas por aí emporcalhando a natureza podem ser reutilizadas.
Nossa realidade urge por atitudes conscientes . Precisamos, com mais frequência, trabalhar com nossos alunos para que, em cada um seja despertado o respeito pela natureza e sua preservação; a natureza que faz parte do nosso bairro, que está ao nosso lado sem que precisemos erguer os braços para alcança-la. E assim como diz Hernandez, 1998 “ o que se aprende deve ter relação com a vida dos alunos e dos professores, ou seja deve ser interessante para eles”, sem que deixemos de lado a aprendizagem.

Referências: Trangressão e mudança na ducação, Fernando Hernandez- Os projetos de trabalho

segunda-feira, 1 de maio de 2017




Sexualidade na terceira idade

Exercer a sexualidade se restringe unicamente ao ato sexual?

No meu entender sexualidade abrange uma gama de atributos que envolvem sentimentos, relações e realizações ; e também uma grande diferença de pessoa para pessoa.

O Brasil, por ser um país tropical, favorece a expansividade, a alegria, a extroversão  mas apesar disso  há cultura de que os idosos não são capazes de exercer a sexualidade.

De acordo com Debret  e Brigeiro ( 2012), quando se trata de envelhecimento, muitos saberes especializados concordam que a sexualidade não se esgota com o passar dos anos.

Já nos países de clima frio, onde as pessoas são mais conservadoras e reservadas, predomina o distanciamento entre as pessoas, não que não ajam demonstrações de amor, de carinho, mas o extravasamento dos sentimentos são mais contidos. Assim também os chamados adultos ou idosos sofrem a influencia das expressões mais expostas, mais abertas e uma infinita diferença entre as necessidades e desejos.

Para Hogan(1985), a sexualidade deve ser compreendida como intrínseca a todo individuo, a qualquer momento da sua vida, considerada singular a cada pessoa. A sexualidade é a fusão de sentimentos simbólicos e físicos, como ternura, respeito aceitação e prazer. É construção progressiva sendo influenciada pela história , pela sociedade, pela cultura, conforme os aspectos individuais e psíquicos de cada um.

Para se ter uma ideia, cito como exemplo: meus tataravós contavam que quando casaram a primeira noite e muitas outras eles ficavam abraçadinhos, juntinhos, sem na realidade rolar nada de sexo. – Mas não deixando de exercer sua sexualidade.- Até a intervenção dum compadre dele. É um exemplo do tempo da carochinha, mas real.

Assim idosos hoje, sendo liberais ou não enfrentam a problemática sexual, conforme o seu contexto de vida e valor dado ao fato. Nem por isso pode se deixar de afirmar que, na maturidade, os idosos podem usufruir de sua sexualidade de forma que seus sentimentos e necessidades sejam satisfeitos; cada pessoa é autora de sua felicidade ou não até porque conforme Laplanche e Pontalis (1997),afirmam: a sexualidade engloba o histórico de cada um, desde a infância; e não esta relacionada apenas ao aparelho genital.

A realidade é que cada  pessoa constrói a sua sexualidade a partir de vários fatores: educação familiar, contexto social, etc...que somados a condição individual vai gerar a vivencia de sua sexualidade.

Por outro lado a dificuldade de se aceitar a sexualidade no processo de envelhecer é motivada principalmente pela falta de informação e tabus.

A expressão sexualidade é bem mais ampla que se costuma pensar, ao ato sexual em si. A sexualidade abrange saúde alegria sentimentos que são manifestações de plenitude e prazer.

Bibliografia: A Sexualidade na terceira idade: tabus e realidade, ROZENDO,A.da S.,& Alves,J.M.(2015,julho-setembro)Sexualidade na terceira idade:tabus e ralidade. Revista Kairós Gerontologia,pp.95-107.Sao Paulo(SP).

domingo, 23 de abril de 2017



CONSTRUINDO COM PROJETOS DE APRENDIZAGEM



É desafiador e desestruturante o “novo”, porém  é essencial para o nosso crescimento, na busca pelo saber, superando desafios, preenchendo nossas lacunas, estar inserida em um trabalho na interdisciplinar Projeto Pedagógico em Ação, a partir de um Projeto de aprendizagem.

Minha proposta foi trabalhar com a “Sacola Literária” em minha escola com meu 5º ano, proporcionando aos alunos novas experiências , lhes proporcionando a reflexão, informações e trocas.

É papel do professor estimular o aluno no aprendizado em novas experiências.

É importante destacar que o conhecimento não é algo estanque, e que as informações precisam ser trazidas para a realidade do aluno.

A conquista do gosto pela leitura e consequente acesso a informação e ao conhecimento deve vir através do esforço escolar, familiar e social.

A construção do conhecimento passa pela aquisição de novas ideias, que vindas e compartilhadas com professores, colegas  e pais através da leitura abre as comportas  para que o saber seja efetivado , a imaginação ampliada, a busca pela informação incentivada , o entretenimento proporcionando prazer, permitindo voar , construir com a imaginação e tendo acesso a informações para a construção dos conhecimentos.

A  “Sacola Literária” esta sendo uma supridora para obtenção de estímulo e prazer já que através da leitura passa haver maior integração social, o incentivo a leitura de jornais, revista, etc, ampliando e tendo nova visão do mundo e nele se integrando.

O objetivo da “Sacola Literária”: a literatura oferecida  tem por finalidade incentivar o gosto pela leitura, desenvolver a criticidade, descobrir perspectivas   para o contexto social, como participantes do mesmo.





ANEXOS DA SACOLA VERMELHA  QUE JÁ ESTAMOS TRABALHANDO EM SALA DE AULA:






Cabe ao professor mostrar os caminhos, concretizando projetos de aprendizagens com experiências novas vivenciadas com seus alunos. Refazendo ideias , traçando propostas de investigação. O mundo na verdade é um livro aberto.




Bibliografias:
VIDIELLA, A. Z. La práctica educativa. Cómo enseñar. Mexico: Colofón, SA de C.V., 2007

HERNÁNDEZ, F. Transgressão e Mudança na Educação: os projetos de trabalho. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: ArtMed, 1998







CONCEITUANDO.....

PROJETO DE APRENDIZAGEM



É a formulação ou execução de um projeto para a construção do conhecimento. Assim iniciamos da suposição de que o aluno não é uma tábua rasa mas a partir da bagagem do seu conhecimento prévio do que ele traz do mundo.

O projeto de Aprendizagem envolve um levantamento inicial das dúvidas e certezas e que no decorrer do trabalho podem sofrer modificações.

O Projeto de Aprendizagem deve ser formulado de acordo com as perturbações, com as questões que partem da história de vida, dos interesses, condições e valores que o educando carrega.

A função do professor é de provocar e orientar o processo da aprendizagem e não definir, a forma de aquisição do conhecimento.

O professor media, facilita, orienta, interage para associar conhecimento; o educando vai em busca das respostas. Trabalhar em conjunto socializa o saber e produz o aprendizado.


        ...Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a compreender...
                                                                       Fernando Hernandes,p22


Bibliografias:
VIDIELLA, A. Z. La práctica educativa. Cómo enseñar. Mexico: Colofón, SA de C.V., 2007


HERNÁNDEZ, F. Transgressão e Mudança na Educação: os projetos de trabalho. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: ArtMed, 1998


segunda-feira, 17 de abril de 2017

                                                               



   Ser reflexivo


"Só o eu se aprende a sí próprio. Como sujeito que se questiona a sí mesmo, o eu consegue a autonomia".
                        (Habermas)


O texto de Alarcão p.4 cita o surgimento do movimento do professor reflexivo e em contrapartida o movimento para autonomia do aluno.
Ser reflexivo é ser capaz de pensar e de " construir seu saber a partir da reflexão, é ser autor do seu aprendizado. O aluno está em formação e necessita do auxílio do professor para obter autonomia.        Como então o ensinar a ser reflexivo" uma capacidade, individual, passível de ser desenvolvida ou ser aprendida.
Vejo no movimento do professor reflexivo" não a tentativa mas a busca pelo resgate da sua identidade, " aos alunos a responsabilidade perdida, e  de devolver a escola a sua condição de lugar onde se interage para aprender e onde se gosta de estar porque se aprende com o inerente entusiasmo e prazer de quem parte á descoberta do desconhecido. " É o ambiente próprio onde o professor e aluno podem crescer em conhecimento e autonomia.
No blog, vejo a oportunidade a disposição para desenvolver a capacidade reflexiva buscando na auto reflexão, emancipação, compreensão e libertação de dependências que possam me manter atreladas a ideias programadas e direcionadas, de dogmas que possam anular a razão.


Bibliografia:
Ser professor reflexivo- Isabel Alarcão.
disponível em:

https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1923669/mod_resource/content/2/Ser_professor_reflexivo_Isabel_Alarcao.pdf